06 DE JULHO DE 2015

A alta cúpula do PMDB procurou partidos de oposição, como o PSDB, para uma “consulta” que ilustra o declínio do governo Dilma: sondam sobre a posse, em definitivo, do vice Michel Temer. Tucanos reagiram bem: “melhor do que está agora”, disse um cacique. Peemedebistas já argumentam abertamente que o atual governo do PT “acabou” e que o País precisa encontrar uma saída para a crise de governabilidade.

Com as sondagens, o PMDB pretende blindar Michel Temer diante de eventual impeachment de Dilma ou mesmo se ela renunciar ao cargo.

O argumento é que Dilma pode cair por impeachment ou renúncia. “É uma absoluta inaptidão para governar”, diz um alto cacique do PMDB.

Dilma pode sair do cargo pela via judicial: ministros do TSE avaliam denúncia de financiamento de sua campanha com dinheiro roubado.

O rompimento do PMDB com o PT, defendido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, pode ser a “pá de cal” do governo Dilma.

Apesar das constantes alegações de falta de dinheiro e da necessidade do ajuste fiscal, o governo Dilma mantém ritmo recorde de gastos com o Bolsa Família em 2015, que já ultrapassa R$ 11,6 bilhões injetados na veia do eleitor de janeiro a maio. A média mensal de R$ 2,33 bilhões distribuídos continua bem superior à de 2014, quando foram ‘investidos’ mais de R$ 27 bilhões, recorde absoluto desde a criação do programa.
Se mantiver o ritmo até o final do ano, o Bolsa Família deve superar a marca de R$ 28 bilhões, o dobro do último ano de mandato de Lula.
O cenário de pobreza ainda não foi modificado e Bahia continua sendo o estado que mais recebe recursos. Já foram R$ 1,5 bilhão em 2015.
Considerado “o maior programa de compra de votos do planeta” pelo deputado Jarbas Vasconcelos, o Bolsa Família gasta R$74 milhões/dia.
Marta Suplicy sofre uma baixa na disputa pela prefeitura de São Paulo. Ela dava como certo o apoio do PDT, mas o partido não dá sinais de que vai largar suas boquinhas na prefeitura de Fernando Haddad (PT).
O pessoal que trabalha na presidência da Câmara está encantado com o chefe, Eduardo Cunha: ele trabalha como um mouro, ao contrário dos antecessores, e toma decisões rápidas, sem deixar papel sobre papel.
Após palestras de FHC e de José Serra, petistas de Brasília acusaram o UniCeub de só convidar tucanos. A questão é que os palestrantes nada cobraram da universidade, mas Lula exigiu R$ 100 mil de cachê. Os queixosos não sabem disso ou são vendedores do Instituto Lula.
Não é só entre lulistas que o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) é detestado. Cardozo se queimou com a base aliada ao se envolver de maneira exacerbada na discussão da PEC da maioridade penal.
Tucanos de São Paulo não fazem fé na candidatura do ex-ministro e vereador Andrea Matarazzo à prefeitura paulistana. É forte a pressão para escolher o deputado Ricardo Tripoli (SP).
O período de defeso nem sequer é reconhecido no Distrito Federal, mas sete supostos “pescadores” do lago Paranoá embolsaram R$ 18 mil a esse título. O Ministério do Trabalho não explica, nem justifica.
Em reunião fechada, parlamentares reclamaram que o PSDB tem perdido espaço para outros partidos, como DEM e Solidariedade, na capitalização do “desejo popular” do impeachment de Dilma.
Além da ameaça na cassação do registro de sua candidatura no TSE, o que a afastaria do cargo, Dilma é acusada no TCU pelas pedaladas fiscais e também foi denunciada por crime financeiro na PGR.
Se o PT não quer reduzir a maioridade penal e sim dar educação, por que não educou jovens nos últimos 13 anos de governo? (Diário do Poder)