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:: ‘Cultura’

ROTA DO CHOCOLATE FORTALECE TURISMO E NEGÓCIOS DE ILHÉUS

Além da produção de chocolate na região sul do estado, o turismo rural também se constitui numa alternativa para a economia regional. A preservação ambiental garantida pelo cultivo do cacau, que necessita de sombras, e a exuberância da natureza são atrativos para turistas do Brasil e do Exterior.

Para consolidar o turismo rural, o Governo do Estado está implantado a Rota do Chocolate, o primeiro roteiro turístico temático da Bahia, que  abrange os municípios de Ilhéus e Uruçuca e a Rodovia Jorge Amado (Ilheus-Itabuna).

No roteiro, os turistas conhecerão a cultura do cacau e a produção do chocolate, por meio de visitas a fazendas de cacau com acervo histórico-arquitetônico, rios, cachoeiras e áreas de preservação ambiental.

A Fazenda Yrerê, localizada ás margens da rodovia Ilhéus-Itabuna, é um exemplo bem sucedido deste novo processo. A fazenda atrai cerca de 2.500 turistas por ano, que visitam áreas de produção de cacau, do cultivo à colheita, e também degustam o chocolate produzido na fazenda, além de outros produtos regionais, como doces e artesanatos. A Yrerê foi indicada pela Embratur como um dos melhores produtos do segmento turístico no país.

Chocolat Bahia

A valorização do cacau como um produto vital para a economia regional e a produção de chocolate, ganharam visibilidade e impulso com a criação do Festival Internacional do Cacau e do Chocolate, o Chocolat Bahia, que tem o apoio do Governo do Estado e  chega à 10ª edição. Em 2017, o evento  reuniu 80 expositores e 40 marcas de chocolate, com cerca de 60 mil visitantes e R$ 10 milhões  em negócios, números que devem ser superados este ano.

O festival tem desdobramentos durante todo o ano, nos negócios, no surgimento e crescimento de marcas, no estímulo ao empreendedorismo e na divulgação da região cacaueira no Brasil e no exterior. “Essa é uma plataforma de fomento, de geração de emprego e renda, de estímulo à produção, de esperança na retomada do desenvolvimento em bases sustentáveis”, destaca Marco Lessa, que aposta na consolidação de Ilhéus como a Capital Brasileira dos Chocolates Finos, ou Chocolate com Certificado de Origem do Sul da Bahia.

Ilhéus24h

Bahia lança roteiro por fazendas de cacau na Estrada do Chocolate em Ilhéus

Um totem em forma de barra de chocolate fincado na BA-262 marca o começo de uma nova rota turística: a Estrada do Chocolate, rodovia estreita que liga Ilhéus ao município de Uruçuca, na Bahia.

O lançamento está previsto para 18 de julho, dia da abertura do Chocolat Festival –10º Festival Internacional do Chocolate e Cacau, realizado todos os anos em Ilhéus.

Na primeira fase, 20 propriedades, na estrada principal e em vicinais, abrirão suas porteiras aos turistas. A ideia é que o circuito cresça e englobe até 50 fazendas.

O Sebrae está dando consultoria aos fazendeiros e capacitando pessoal, informa Marco Lessa, empresário, organizador do festival e principal articulador da rota turística.

O governo do estado investiu R$ 400 mil até agora. Os recursos, segundo Lessa, foram aplicados na sinalização da estrada e na criação de um site e de um aplicativo.

Agora, o objetivo é conquistar parceiros na iniciativa privada para melhorar o acesso a fazendas mais afastadas, onde o asfalto não chega.

Também falta levar sinal de celular à região. “Quero que o turista venha a Ilhéus, mas não fique apenas na praia todos os dias”, afirma Lessa.

O turismo pode ser uma alternativa para salvar a economia da cidade, que desmoronou na década de 1990, depois de as lavouras terem sido dizimadas pela praga conhecida como vassoura-de-bruxa.

De lá para cá, alguns produtores recuperaram as plantações e estão obtendo resultados no mercado de cacau fino, destinado à fabricação de chocolates especiais. Mas o crescimento é lento.

Lessa diz que muita gente “está batendo o pó da calça e se mexendo para mostrar os atrativos das suas fazendas”.

Não são poucos. Casarões centenários impregnados de história, muitos dos quais já serviram de cenário para filme e novela, agora podem ser vistos por dentro. Em alguns, o turista poderá provar pratos da roça, típicos da região —diferentes da culinária baiana dominante no litoral.

As visitas incluem experiências no campo. Será possível acompanhar a colheita —feita há mais de um século manualmente, com facão— e, no meio da floresta, beber o mel do cacau, caldo doce que escorre da polpa da fruta.

Depois, subir nas barcaças onde as amêndoas são secas ao sol, sob telhados que deslizam sobre trilhos, acompanhar as etapas da produção do chocolate e participar de degustações.

O passeio exige calça comprida e botas. Anda-se pelo meio de mata selvagem, já que os pés de cacau são plantados entre árvores nativas, algumas com dezenas de metros de altura. O sistema, conhecido como cabruca, garante a umidade e o sombreamento necessários ao cacaueiro e contribui para a preservação da mata atlântica.

Para acolher a nova demanda turística, a cidade de Ilhéus conta com aeroporto e 10 mil leitos em 60 hotéis, de pequenas pousadas a resorts.

As colheitas anuais de cacau, em maio e novembro, são boas épocas para o passeio.

Quem quiser conhecer todas as fazendas da Estrada do Chocolate deve reservar ao menos dois dias —de Ilhéus a Uruçuca, a rodovia tem 40 quilômetros. Vale a pena esticar o roteiro por mais um dia para conferir também as propriedades na BR-415, estrada que liga Ilhéus a Itabuna.

O agendamento das visitas pode ser feito diretamente com cada fazenda —o escritório da Estrada do Chocolate, no centro de Ilhéus, vai funcionar apenas como central de informações.

Correio

II Arraiá dos Vizim: MUSICA, DANÇA E QUADRILHA GARANTIRAM ANIMAÇÃO NO SÃO JOÃO DA RUA ROSAMÉLIA

A festa mais tradicional do nordeste foi bem representada pelos vizinhos da rua Rosamélia, no Nelson Costa, em Ilhéus. O Arraiá dos Vizim, que já está na sua segunda edição , garantiu aos moradores, um São João, de paz, alegria e animação com a banda Jully Rocha levando som de qualidade a festa, além da tradicional Quadrilha dos Dinossauros, que encheu a rua com beleza, cor e ritmo, fazendo do São João 2018, uma data especial para população.”Gosto da tradição e o objetivo é trazer essa tradição de volta, se o governo municipal não ajuda na realizações a gente se une a quem quer e faz“, comentou Clemilson Dias organizador da festa que contou com o apoio do Dr. Cosme Araújo. ” Sabemos que festas populares são importantes para o povo que precisa de alegria e eu fico feliz em sempre poder contar com  o nosso defensor . Dr Cosme Araújo, é um grande incentivador destes eventos, porque ele sabe que isso faz bem para população”, informou Clemilson, parabenizando também aos moradores da rua Rosamélia por terem permitido que o São João fosse realizado com paz e segurança para todos.

por Caliana Mesquita

 

 

Grande ameaça à produção do cacau na América Latina se aproxima do Brasil

A grande ameaça para a produção de cacau na América Latina nunca esteve tão perto das plantações brasileiras. Desde que um foco da praga chamada de monilíase foi confirmado no município de Filadélfia, na Bolívia, em janeiro deste ano, os pesquisadores afirmam que é apenas uma questão de tempo até invadir plantações brasileiras.

A doença ameaça causar um dos piores desastres fitossanitários e econômicos da agricultura. A plantação afetada fica a poucos quilômetros de Brasiléia, no Acre. Segundo especialistas em defesa agropecuária, o fungo causador da doença se propaga com o vento e pode chegar a qualquer momento no Brasil.

“Se o risco antes já era alto, agora ele está batendo na nossa porta. Apesar de ainda não estarmos em Estado de Alerta oficial, já estamos em uma situação de atenção fitossanitária. É como se a gente ligasse a luz amarela. E, a qualquer momento, pode ser decretado o Alerta Fitossanitário na Bahia e em outros estados do Brasil. O Acre já decretou”, afirma Catarina Cotrim Mattos, coordenadora do Programa de Prevenção à Monilíase do Cacaueiro da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

O foco está numa região de grande fluxo de pessoas, o que aumenta os riscos de disseminação. “Este foco mais recente está em uma área de risco altíssimo. Existe uma rodovia do lado boliviano com malha viária intensa, onde as pessoas costumam circular para fazer compras. Por isso, a qualquer momento ele pode chegar pelo trânsito de pessoas, já que o fungo pode estar na roupa ou sapato de quem teve contato com fruto infectado”, alerta Catarina.

Infografia: Morgana Miranda/CORREIO

Golpe fatal
As plantações com maior risco estão no Norte, principalmente no Acre e no Pará, maior produtor de cacau do Brasil atualmente. Mas, as amêndoas colhidas nestes estados são trazidas para beneficiamento nas três indústrias moageiras de Ilhéus, na Bahia, responsáveis pelo beneficiamento de 96% do cacau produzido no Brasil.

O fungo pode vir no fruto ou através de pessoas que tenham tido contato com o cacau afetado no campo. Produtores rurais baianos também consideram a chegada da doença inevitável e preocupante.

“Temos consciência de que não vamos conseguir evitar a entrada da monilíase. Esse fungo vai comprometer por completo a retomada da região. Chegando, vai ser o golpe fatal na cacauicultura do estado da Bahia. Se chegar do jeito que o setor está, a cacauicultura fecha as portas”, alerta o vice-presidente de Desenvolvimento Agropecuário da Federação de Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Guilherme Moura.

Defesa agropecuária
O reforço na defesa agropecuária é apontado como crucial para tentar amenizar os danos econômicos, sociais e ambientais que vão ser provocados pela praga.

“Onde a monilíase chegou, ela dizimou toda a produção. Se houver um controle, você tem perdas em torno de 30% dos frutos; se não houver, perde 100%. Vamos ter de intensificar a nossa vigilância”, acrescenta Catarina Mattos.

As autoridades bolivianas garantem que estão fiscalizando o trânsito de pessoas na fronteira. As pessoas estão sendo orientadas a não transportar frutas, mudas e sementes e a isolar roupas, sapatos e botas caso tenham circulado por áreas agrícolas. Equipamentos eletrônicos, como máquinas fotográficas, precisam sem higienizados.

Na Bahia a principal área de monitoramento atinge os 170 mil hectares de cacau, do Recôncavo ao Extremo Sul. A Adab afirma que vem intensificando a fiscalização desde 2007, quando implantou um Projeto de Prevenção à Monilíase. O programa prevê incentivo as pesquisas, assistência técnica, capacitação, extensão rural e educação fitossanitária à população. Segundo a coordenação do órgão, 350 propriedades rurais estão sendo monitoradas em parceria com a Ceplac.

A ameaça é tão concreta, que a monilíase foi a primeira praga a ter um Plano de Contingência traçado pelo Ministério da Agricultura, pecuária e Abastecimento (Mapa), entre as mais de 600 pragas listadas pelo órgão. Ao todo, 112 fiscais de defesa agropecuária estão prontos para atuar em caso de invasão da praga nos estados da Bahia, Pará, Rondônia, Acre e Amazônia.

Os produtores rurais foram alertados. Em caso de suspeita, é preciso isolar a área, não permitir a entrada de curiosos e avisar imediatamente os órgãos de defesa agropecuária.

Infografia: Morgana Miranda/CORREIO

Fortalecimento
Os cacauicultores baianos ainda estão entre os maiores produtores do mundo. Mas o setor cacaueiro nunca se recuperou completamente da crise gerada pela vassoura-de-bruxa. Apesar de sinais de recuperação, a produção caiu vertiginosamente nos últimos anos.

Os produtores rurais alegam que os planos de recuperação desenvolvidos nos anos 1990 não surtiram efeito, por vários motivos, entre eles, a falta de tecnologia adequada e a ausência de uma política pública eficiente.

Ano passado, por causa das condições climáticas desfavoráveis, o setor registrou uma das maiores quedas de produção na Bahia. Produziu menos de 100 mil toneladas, abaixo do registrado no auge da vassoura-de-bruxa. A chegada de uma nova praga faz renascer velhos fantasmas e cria novos desafios.

“É preciso fortalecer a cacauicultura, para que ela volte a ser uma atividade próspera, para que esteja fortalecida quando a monilíase chegar. O que a gente precisa é voltar a produzir cacau, com alta produtividade. Isso passa pelas questões clássicas da agropecuária, como a volta do crédito”, defende Moura, que também é cacauicultor e Presidente da Câmara Setorial do Cacau do Mapa.

O endividamento total do setor chega a R$ 2 bilhões, segundo dados da Federação de Agricultura do Estado da Bahia (Faeb). Semana passada, a Confederação Nacional da Agricultura apresentou uma nova proposta de renegociação da dívida.

Já o Ministério da Integração Nacional anunciou esta semana o lançamento da “Rota do Cacau” – que promete fortalecer as cadeias produtivas. O acesso ao crédito e consequente aumento da produção também são apontados como forma de ajuda a combater a entrada de pragas.

Alerta desde os anos 80
Desde os anos 1980, o pesquisador indiano Asha Ram, especialista em doenças epidemiológicas, integrante da Comissão da Lavoura Cacaueira do Ministério da Agricultura (Ceplac), já alertava para o risco do fungo monília chegar ao Brasil.

Com base nas pesquisas dele, o brasileiro Roberto Sgrillo, em 2008, conseguiu traçar o comportamento da monilíase e provar, matematicamente, que o fungo avança cerca de 106 quilômetros por ano. Sgrillo também teria previsto que a monilíase chegaria pelo Acre. Acertou.

São estes estudos iniciais que servem de base para as pesquisas atuais. As iniciativas envolvem dezenas de órgãos científicos, além de representantes da defesa agropecuária do Brasil, e de países como Peru, Equador, Costa Rica, França e Austrália.

Na Ceplac, há pelo menos dez grandes pesquisas em andamento. Segundo a Coordenadora do Programa Preventivo da Monilíase, Karina Gramacho, “as pesquisas estão ocorrendo em conjunto. O que sabemos até agora é que não existe no mundo um fungicida que controle a doença. A solução envolve o manejo integrado de pragas, com a adoção de práticas conjuntas para diminuir o impacto da doença pós-invasão, redução das rotas de risco, expansão da prevenção e melhoramento genético das plantas”, diz.

A vedete do programa é a pesquisa com plantas resistentes a monilíase. Elas foram encontradas na Costa Rica. Através de um programa de cooperação com o Catie, centro costa-riquenho de pesquisa, algumas mudas foram trazidas para o Brasil em 2014. Há dois anos, depois de uma quarentena em uma unidade da Embrapa em Brasília, os clones chegaram ao Sul da Bahia. Em Ilhéus, elas foram cruzadas com plantas resistentes a vassoura-de-bruxa. Segundo o coordenador da pesquisa, Uilson Lopes, 200 mudas já plantadas estão sendo testadas em fazendas da Bahia. Mas ainda não há previsão para a conclusão do estudo.

As pesquisas em andamento estão sendo financiadas por instituições como a Capes, CNPQ e a Fapesb. Mas pesquisadores afirmam que 90% das verbas federais foram reduzidas nos últimos três anos. Falta verba para levantamento de dados em campo e viagens de reconhecimento, consideradas essenciais para o avanço das pesquisas.

Monilíase pode destruir até 100% dos frutos do cacau
(Foto: Asha Ram/Ceplac/Divulgação)

Safras destruídas
Por onde passou, a monilíase assolou a produção e provocou a ruína de muitos cacauicultores. No Equador, a produção caiu de 70 mil toneladas para 10 mil e o país perdeu a condição de produtor mundial de cacau. Na Colômbia, a incidência chegou a 90% das plantações.

Na Costa Rica, a produtividade despencou de 700 quilos por hectare para apenas cinco quilos por hectare, enquanto 35% dos produtores costarriquenhos abandonaram as lavouras. Já no Peru, as perdas foram de até 100% das lavouras.

Em todos estes países, o processo de retorno do cultivo foi lento e nenhum deles conseguiu retomar a pujança anterior de produção. Uma das ações de combate à doença prevê o recolhimento diário de todos os frutos que apresentam sintomas e isso envolve altos custos com mão de obra.

De acordo com as autoridades brasileiras, os riscos do “broto inchado” chegar ao Brasil são remotos. Esta outra praga estaria obrigando os cacauicultores da Costa do Marfim, maior produtor de cacau do mundo, a destruírem 100 mil hectares de cacau para evitar o avanço da doença.

Mas, segundo a análise de risco do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), apesar do Brasil importar cacau do país africano, a praga não tem como chegar aqui.

De acordo com os técnicos, a doença é provocada por um vírus que precisa de um hospedeiro vivo e que não tem capacidade de sobreviver no processo de transporte através do Atlântico. Ademais, o vetor seria a cochonilla, um bichinho que ataca as plantas e que não sobrevive no processo de beneficiamento do cacau.

Cerca de 96% do cacau produzido no Brasil é beneficiado em Ilhéus, na Bahia
(Foto: Georgina Maynart/CORREIO)

Cadeia essencial
A cadeia do Cacau é uma das maiores do setor produtivo brasileiro, com forte participação no PIB. Ano passado, injetou mais de R$ 23 bilhões na economia, oscilando entre o 3º e o 6º maior Valor Bruto de Produção. Só as três maiores indústrias moageiras do Brasil, em Ilhéus, exportaram mais de R$ 1 bilhão em derivados em 2017.

Com o mercado interno de consumo de chocolate crescente, o setor reúne 30 mil produtores rurais – 80% são cacauicultores de pequeno porte, que possuem fazendas com menos de 50 hectares.

Mas, a produção é desigual entre as regiões. Entre os municípios de Gandu, Ipiaú, Camacã, Ubaitaba, Ilhéus e Itabuna, o predomínio é do sistema Cabruca, em sombra e sem irrigação. Com pouca tecnologia, a produtividade é baixa, cerca de 15 arrobas por hectare, menos da metade dos produtores do Pará.

Já no Extremo Sul da Bahia, as plantações são a pleno sol, possuem maior uso de tecnologia, o plantio é irrigado e a produtividade é alta. Há também produção de cacau irrigado no oeste da Bahia, em menor escala.

Nas agroindústrias, a amêndoa de cacau é separada em 50% gordura e 50% sólido. A gordura vira manteiga e a parte sólida é transformada em pó de cacau. O derivado principal é o líquor, o chocolate puro em forma líquida homogênea. A manteiga tem amplo uso, inclusive para fazer cosméticos, como batons.

Outra tendência é a segmentação do setor. Estima-se que existam atualmente na Bahia cerca de 70 marcas de chocolate de fabricação própria, os chamados chocolates gourmet. Cada vez mais procurados pelos consumidores, apontam para um mercado em expansão. Entre os 18 e 22 de julho, este potencial será mostrado no Festival Internacional do Chocolate e Cacau, em Ilhéus.

Correio

Homem que teve braço ‘esmagado’ por escultura em Pituaçu receberá R$ 50 mil

Tirar uma selfie junto a uma obra de arte pode ser perigoso e até deixar marcas que não dá pra apagar. Thiago Nascimento sabe bem disso, afinal, acabou lesionado no Parque de Pituaçu, em Salvador, após subir em uma escultura para tirar foto. O monumento, de autoria de Mário Cravo Júnior, caiu sobre ele prendendo seu braço por um longo tempo e resultando em fratura exposta.

O acidente ocorreu em 5 de outubro de 2009 e, no último dia 24, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) condenou o Estado da Bahia, responsável pela administração do parque, a pagar R$ 50 mil por danos morais e estéticos à vítima, além de R$ 216,26 por danos materiais. A decisão foi publicada no diário eletrônico do TJ-BA no último dia 29.

 A vítima, que não teve profissão e idade divulgados, foi representada pelos advogados Juliana Ramos Oliva e Renato Souza Aragão. Na defesa, eles alegaram que Thiago não sabia dos riscos, já que no local do acidente não havia sinalização proibindo aproximação ou toque nas esculturas.

A vítima afirmou, no processo, que após o acidente precisou passar por diversas cirurgias ortopédicas no Hospital Geral do Estado (HGE), e que parte da pele da sua perna teve que ser retirada para a realização de enxerto no braço lesionado.

O acidente resultou em deformidade física permanente do braço direito dele, além de cicatrizes.

O reclamante propôs indenização de R$ 500 mil por danos materiais e morais. No processo, foi solicitado ainda R$ 400 referente aos salários que Thiago teria deixado de receber no período em que esteve hospitalizado, e R$ 363,47 por danos materiais para reembolso de um travesseiro e outros tratamentos custeados para sua recuperação.

Os advogados da vítima recorreram da decisão da sentença em primeiro grau, que fixou os danos morais e materiais em R$ 50 mil, 10% do valor que havia sido solicitado.

Procurados, os advogados da Renato Aragão Advogados Associados, que representaram a vítima, não se pronunciaram.

Culpa da vítima?
O Estado da Bahia, que foi representado pela procuradora Mariana Matos de Oliveira, alegou que a culpa foi exclusivamente da vítima e que o valor fugia dos princípios da razoabilidade e proporcionalidade.

Por unanimidade, os desembargadores da Primeira Câmara Cível do TJ-BA negaram os recursos e acataram a decisão de primeiro grau.

A turma da 7ª Vara da Fazenda Pública responsabilizou o estado pelo acidente e reduziu as despesas por danos materiais àquelas que foram comprovadas pela vítima através de cupons fiscais.

O governo do estado, através da Secretaria da Comunicação (Secom), afirmou que a procuradoria só vai se manifestar sobre a decisão após notificação do caso.

Correio

Tiradentes: Da inconfidência do século XVIII à crise política do século XXI

Joaquim José da Silva Xavier, também conhecido pelo apelido de “Tiradentes”, consagrou-se por sua participação ativa na Inconfidência Mineira. Tragicamente, ele foi o único dos envolvidos no movimento a receber a pena de morte, uma vez que os outros envolvidos foram perdoados pela Coroa Portuguesa.

De uma família de origem humilde, Joaquim José nasceu na Capitania de Minas Gerais, em 12 de novembro de 1746. Com a morte prematura dos pais, Joaquim José precisou exercer inúmeros trabalhos ao longo de sua vida, como a de dentista amador, função que lhe deu o apelido de “Tiradentes”. Ele também havia trabalhado na mineração, porém, foi no posto de alferes nos quadros da cavalaria imperial que Tiradentes alcançou certa estabilidade. Apesar da pouca instrução, ele era um republicano convicto e adepto dos ideais do Iluminismo.

Causas da Inconfidência Mineira

O movimento dos inconfidentes, organizado em 1788, foi consequência do contato dos colonos brasileiros com os ideais iluministas divulgados na Europa, ideais que haviam, por sua vez, inspirado o movimento de independência dos Estados Unidos.

Os historiadores atribuem a divulgação do pensamento iluminista no Brasil ao contato de estudantes brasileiros com o Iluminismo ao serem enviados por suas famílias da elite econômica da colônia para estudarem na Universidade de Coimbra, em Portugal. Os ideais iluministas foram muito difundidos, principalmente, na Capitania das Minas Gerais, e isso se explica pelo fato de boa parte dos estudantes brasileiros em Coimbra ser originária de Minas Gerais.

Além da propagação dos ideais iluministas, a Inconfidência Mineira aconteceu em consequência da insatisfação das elites da Capitania de Minas Gerais com a pesada política de cobrança de impostos estabelecida pela Coroa Portuguesa sobre os colonos. O visconde de Barbacena havia sido nomeado pela Coroa Portuguesa como governador da capitania com o objetivo de promover a derrama, ou seja, a cobrança obrigatória dos impostos sobre a extração do ouro.

Essa derrama havia sido determinada por Portugal em razão das dívidas acumuladas dos impostos que não estavam sendo pagos. A intransigência portuguesa na arrecadação de impostos manteve as cobranças altas, mesmo com a queda na extração de ouro na região, o que acabou por gerar o acúmulo de dívidas.

Inconfidência Mineira

A insatisfação com uma possível derrama mobilizou as elites da capitania contra o domínio português. Os inconfidentes planejavam assassinar o governador da capitania e proclamar o republicanismo na Capitania de Minas Gerais. Tiradentes era um dos envolvidos na conspiração, pois, além de ser um defensor dos ideais iluministas, também havia sido prejudicado pela gestão do visconde de Barbacena ao ser destituído do comando da cavalaria, que fiscalizava uma importante estrada da região.

O movimento conspirado pelas elites mineradoras, entretanto, não chegou a acontecer. Todos os envolvidos foram denunciados por Joaquim Silvério dos Reis, que optou por denunciar o movimento para se livrar das dívidas pessoais que havia adquirido com a Coroa Portuguesa. Assim, em 1889, o visconde de Barbacena suspendeu a derrama e prendeu os envolvidos na conspiração – entre eles, Tiradentes.

A prisão de Tiradentes e outros inconfidentes ocorreu após a devassa (investigação). O processo de julgamento dos envolvidos na Inconfidência estendeu-se por três anos. Durante esse período, muitos dos presos negaram sua participação no movimento, com exceção de Tiradentes, que reconheceu abertamente seu envolvimento. Alguns historiadores também afirmam que, durante os interrogatórios, muitos dos envolvidos denunciaram o papel de Tiradentes na conspiração.

A sentença dos inconfidentes saiu em 1792 e determinava a pena de morte por enforcamento a dez pessoas. Entretanto, por intermédio da Rainha D. Maria I, nove dos envolvidos na Inconfidência foram perdoados e condenados ao degredo (expulsos do Brasil), enquanto a sentença de morte foi mantida para apenas um: Tiradentes.

Atribui-se esse fato a duas possibilidades: a primeira afirma que a sentença só foi mantida a Tiradentes por ele não pertencer à elite mineradora e, portanto, não possuir influência na Coroa. A segunda possibilidade levantada pelos historiadores é a de que, por falar abertamente do seu envolvimento na conspiração durante o interrogatório, Tiradentes foi considerado um elemento perigoso pela Coroa e, por isso, deveria ser eliminado.

Assim, Tiradentes foi usado como bode expiatório pela Coroa Portuguesa. Ele foi enforcado na manhã de 21 de abril de 1792, na cidade do Rio de Janeiro. Em seguida, teve o corpo esquartejado em quatro partes e espalhado pela estrada de acesso a Ouro Preto. Sua cabeça foi exibida em uma estaca colocada na praça central da cidade. A condenação de Tiradentes foi utilizada como demonstração de força da Coroa para evitar que futuras rebeliões acontecessem. :: LEIA MAIS »

Lula decide não se entregar à Polícia Federal

Defesa do ex-presidente vai aguardar decisão do STJ sobre novo habeas corpus; Moro veda a utilização de algemas

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não se entregar à Polícia Federal como determinou o juiz Sérgio Moro. O prazo para a apresentação é até às 17h desta sexta-feira. Na ordem, fica “vedada a utilização de algemas em qualquer hipótese”.

De acordo com informações do site O Globo, aliados informaram que a intenção é fazer com que a PF cumpra o mandado de prisão na sede do Sindicato dos Metalúrgicos da ABC, onde Lula está desde a noite de quinta-feira (05). No local será montado um corredor humano.

Ainda de acordo com o site, militantes petistas, sem-teto, sindicalistas e integrantes de movimentos sociais querem montar uma cena que “entre para a História”.

Os petistas tem preocupação de como vai ocorrer o ato e refutam violência para que não prejudique a imagem de Lula na repercussão da prisão.

Fonte: O Globo

Atirador de Gerson Brenner é preso por homicídio e estupro em SP

Luzimar Jesus dos Santos foi preso nesta segunda-feira (19) em São Paulo. Ele é responsável pelo tiro que atingiu o ator Gerson Brenner e foi preso depois de confessar que matou um homem na região do Lajeado, zona leste da capital.

A Polícia Militar foi ao local do crime e encontrou o suspeito. Ele confessou que tinha esganado o inquilino. Ele foi preso e encaminhado para uma delegacia. “Ele matou o senhor e estuprou a esposa desse senhor. Depois, quando chegou ao DP ele confessou que era o responsável pelo disparo que lesionou o ator Gerson Brenner da Rede Globo”, informou a PM. “A senhora se apresentou e disse ter sido vítima de estupro pelo mesmo autor do crime. Ela disse que era esposa da vítima”.

Correio da Bahia

 

CHOCOLATE DE ILHÉUS APARECE ENTRE OS SETE MELHORES DO MUNDO

Um mais importantes jornais do sul do País, o Gazeta do Povo, de Curitiba, publicou ontem (13) reportagem especial, em seu caderno de turismo “Viver Bem”, que aponta Ilhéus entre as sete cidades produzem alguns dos melhores chocolates do mundo e são inspirações para o destino de férias de quem ama a iguaria.

Reportagem assinada pelo jornalista Guilherme Grandi, assegura que “o chocolate começa com o cacau, e Ilhéus é considerada a capital brasileira do fruto. É um destino certo para quem quer conhecer todo o processo produtivo do chocolate, desde a plantação do cacau até a hora de degustá-lo”.

O jornalista destaca que é da cidade baiana que sai boa parte da produção nacional do fruto, embora o período de bonança tenha ficado para trás na década de 1990, quando um fungo dizimou as plantações.

“No entanto, muitas fazendas conseguiram se reerguer e hoje abrem as portas para quem quer aprender mais sobre o chocolate”, afirma, destacando produções como as da Fazenda Riachuelo, uma das maiores e a Provisão, que data do século 19.

O chão do cacau – As duas fazendas citadas na matéria integram o novo circuito gastronômico e cultural da Estrada do Cacau e do Chocolate, em formatação numa parceria do Governo do Estado e Prefeitura de Ilhéus. O jornalista também destaca a Fazenda Yrerê, na rodovia Ilhéus-Itabuna, que promove durante todo o ano o turismo rural e tem mais de uma centena de anos.

“Quem vai à Ilhéus pode aproveitar também para fazer uma hidratação facial com chocolate ou participar da Circuito Cacau Running, uma corrida que traz a cultura da região cacaueira para as ruas do município. É também possível visitar o povoado de Rio Braço, uma pequena cidade que floresceu ao redor da estação de trem de mesmo nome, mas que foi perdendo valor ao longo do século passado. Só restaram ruínas de um período próspero, e parte da cenografia usada para a filmagem da novela ‘Renascer’, nos anos 1990”, reporta Guilherme.

Como chegar – A matéria também destaca como chegar a Ilhéus. “Está a 2.107 quilômetros de distância de Curitiba, mais de 28 horas de viagem de carro. No entanto, há voos para lá pelas companhias Avianca, Azul, Gol e Latam com uma ou duas escalas, e passagens a partir de R$ 964 (dependendo da época)”.

Ilhéus em Resumo

 

ACERVO POLÍTICO: RELEMBRE AQUI A TRAJETÓRIA POLÍTICA DO DR. COSME ARAÚJO

VEREADOR COSME ARAÚJO (PDT), É O CAMPEÃO EM USO DA TRIBUNA NO LEGISLATIVO ILHEENSE

 

O vereador Cosme Araújo (PDT), liderou o *ranking* de aproveitamento nas sessões realizadas no plenário da Câmara Municipal de Ilhéus, de 2013 até a presente data. Em comparação aos outros dezoito membros, Cosme Araújo apresentou um percentual de 100% em todas as sessões ordinárias e especiais, participando de todos os debates da casa, apresentando diariamente projetos de indicações, projetos de lei, requerimentos, resoluções, emendas modificativas ao Regimento interno e Lei Orgânica, e sempre interpelando e buscando discutir assuntos de interesses da sociedade, à luz da lei. :: LEIA MAIS »

MinC irá a todas as capitais para orientar sobre financiamento de projetos culturais

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, lança, nesta quinta-feira (15), em São Paulo, o Circuito #CulturaGeraFuturo, projeto que visa que uma equipe do Ministério da Cultura percorrerá as 27 capitais brasileiras para debater sobre economia criativa, Lei Rouanet, Fundo Setorial do Audiovisual e outros mecanismos de fomento.

A iniciativa tem como objetivo distribuir os recursos de forma igualitária entre as regiões do país, a partir das orientações aos produtores e patrocinadores sobre as oportunidades de investimento e financiamento a projetos culturais. Antes do evento, às 9h30, o ministro fará um bate-papo on-line no qual dará detalhes sobre o anúncio àqueles que não puderem participar presencialmente.

Jornalistas que quiserem receber o link para entrar no hangout devem enviar e-mail com o assunto “Hangout” para imprensa@cultura.gov.br até esta quarta-feira (14), às 18h. Aqueles que desejem participar, tanto do hangout, quanto da cerimônia, deve indicar no assunto do e-mail: “Hangout/Credenciamento”.

Fonte: Bahia Noticias

Brasil tem mais de 37 mil vagas abertas em concursos públicos

Em todo o Brasil, pelo menos, 37.477 vagas de concursos estão abertas atualmente. Os órgãos federais oferecem 4.726 delas. O certame do Banco do Brasil, aberto na última quarta-feira (7), tem 30 vagas imediatas para o cargo de escriturário, com remuneração de R$ 2.718,73. As locações serão para o DF, RJ e SP. Os interessados devem se inscrever pelo site cesgranrio.org.br até o dia 27 de março. A taxa é  de R$ 48.

No concurso da Aeronáutica, as inscrições vão até hoje (12/3) pelo site fab.mil.br, com taxa de R$ 60. Ao todo, são 227 oportunidades com remuneração de até R$ 3.584. As vagas são para as  especialidades de aeronavegantes, não-aeronavegantes e controle de tráfego aéreo.

Há oportunidades também na Marinha. O certame oferece 1.300 vagas para nível médio com remuneração de até R$ 3.825. A distribuição vai ocorrer de acordo com as necessidades da Administração Naval. As inscrições seguem até o dia 30, no site marinha.mil.br/cgcfn. Inscrição a R$ 30.

A Amazônia Azul Tecnologias de Defesa abriu concurso público para 20 vagas, em São Paulo, com salário de R$ 7.114,22. Os interessados devem se inscrever presencialmente até o dia 20 de março. A taxa é de R$ 100.

A Força Aérea Brasileira (FAB) abriu 21 oportunidades para controlador de tráfego aéreo. O cargo é para nível médio e exige  curso técnico de informática. As inscrições devem ser realizadas até o próximo dia 23, no site fab.mil.br. A remuneração chega a R$ 3.584.

 Na Bahia

O destque entre as seleções com vagas na Bahia nesta semana é o concurso do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba), que oferece quatro vagas para professor substituto. As inscrições vão até o dia 19, com taxa de R$ 70. O rendimento inicial será de R$ 3.117,22, mais auxílio-alimentação e R$ 458.

fonte: Correio da Bahia

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