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Prouni tem mais de 12 mil vagas para baianos

Os estudantes baianos que estão interessados em participar do segundo processo seletivo de 2018 do Programa Universidade para Todos (Prouni) já podem fazer a sua inscrição. Serão ofertadas 12.410 vagas na Bahia, sendo 4.599 integrais e 7.811 parciais. Ao todo, no Brasil, o Prouni vai disponibilizar 174.289 vagas, sendo 68.884 integrais e 105.405 parciais, em 1.460 instituições de ensino superior. As inscrições deverão ser realizadas apenas pela página do Prouni na internet, até as 23h e 59 minutos do dia 29.

Para se candidatar, é necessário ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2017, ter alcançado, no mínimo, 450 pontos de média e ter tido nota superior a zero na redação.  Para concorrer às bolsas, o candidato deve informar o número de inscrição no Enem 2017 e a senha mais atual cadastrada no exame. Quem esqueceu as senhas, tem a opção de resgatá-las com o número do CPF no site. É importante lembrar que as notas de outras edições do Enem não valem para pleitear uma bolsa no programa.

Além disso, só podem participar do processo seletivo estudantes brasileiros que não possuem curso superior e que tenham cursado o ensino médio completo na rede pública ou como bolsista integral na rede privada. Alunos que fizeram parte do ensino médio na rede pública e a outra parte na rede privada na condição de bolsista, ou que possuam alguma deficiência física, ou ainda professores da rede pública também podem solicitar bolsas.

Para ter direito a uma bolsa integral, o candidato deve ter uma renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio, que corresponde ao valor de R$ 2.385. As bolsas parciais de 50% são destinadas aos alunos que têm uma renda familiar per capita de até três salários mínimos, que representa a renda de R$ 2.862. Quem conseguir uma bolsa parcial, e não tiver condições financeiras de arcar com a outra metade do valor da mensalidade, pode utilizar como recurso o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Inscrição
No momento da inscrição, o candidato pode escolher, em ordem de preferência, até duas opções de instituição de ensino que deseja ingressar, além do curso e do turno entre as bolsas disponíveis, de acordo com seu perfil. O candidato com deficiência ou que se autodeclarar indígena, preto ou pardo pode optar por concorrer a bolsas destinadas a políticas de ações afirmativas. Durante o período de inscrição, o candidato pode alterar as opções mais de uma vez. Será considerada válida apenas a última inscrição confirmada.

Uma vez por dia, o sistema do Prouni calcula a nota de corte, que é a menor para ficar entre os potencialmente pré-selecionados de cada curso, com base no número de bolsas disponíveis e no total de candidatos inscritos no curso, por modalidade de concorrência.

O Ministério da Educação (MEC) esclarece, porém, que a nota de corte é apenas uma referência para auxiliar o candidato no monitoramento da inscrição. O MEC destaca que a nota de corte não é garantia de pré-seleção para a bolsa ofertada. A primeira nota de corte do programa será divulgada hoje.

A lista dos candidatos pré-selecionados estará disponível também na página do Prouni, a partir do dia 2 de julho para a primeira chamada. Já no dia 16 de julho será divulgada a lista para a segunda chamada.

Os estudantes ainda podem acompanhar as divulgações das notas de corte dos cursos, pesquisar bolsas e conhecer todo o calendário do processo seletivo no aplicativo do Prouni, disponível na Google Play e App Store. Porém, não dá para fazer a inscrição pelo aplicativo, somente pelo site.

O Prouni é um programa do Ministério da Educação que concede bolsas integrais e parciais de 50% em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições de educação superior privadas. As instituições que participam do programa têm isenção de alguns tributos.

Na primeira edição do Prouni deste ano, foram ofertadas aproximadamente 243 mil bolsas, sendo 113.863 integrais e 129.124 parciais. Desde que foi criado, em 2004, o Prouni já atendeu 2,5 milhões de estudantes, sendo que 70% com bolsas integrais.

Passo a passo da Inscrição
Ter realizado o Enem
É necessário ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio de 2017 e ter alcançado, no mínimo, 450 pontos de média.

Inscrição no site
É preciso acessar o site do ProUni disponível no endereço www.siteprouni.mec.gov.br para realizar a inscrição e se candidatar às bolsas.

Nacionalidade
Só podem participar da seleção estudantes brasileiros que não possuem curso superior e tenham cursado o ensino médio na rede pública ou como bolsista integral na rede privada.

Bolsistas
Alunos bolsista ou que tenham alguma deficiência física, ou ainda professores da rede pública também podem solicitar bolsas.

Renda familiar
Para bolsa integral, o candidato deve ter  renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio. Já para bolsa parcial, é preciso ter renda familiar per capita de até três salários mínimos.

Conselho Monetário define meta de inflação em 3,75% para 2021

Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu nesta terça-feira (26) a meta de inflação em 3,75% para 2021.

A última vez em que a meta fixada ficou abaixo de 4% foi para 2004. O objetivo, definido dois anos antes, era de inflação de 3,25%. No entanto, diante do cenário de inflação elevada, a meta foi alterada em janeiro de 2003, para 5,5%.

Entre 2005 e 2017, a meta de inflação foi mantida em 4,5% e, em 2019, fixada em 4,25%. Para 2020, a meta é de 4%.

Hoje, o sistema brasileiro de meta de inflação prevê intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Portanto, a meta será considerada cumprida em 2021 se ficar entre 2,25% e 5,25%.

A redução da meta indica que o governo pode perseguir inflação mais baixa nos próximos anos.

Na prática, a medida pode resultar em benefícios para consumidores e empresas, isso porque pode influenciar a formação dos preços e as taxas de juros cobradas pelos bancos.

Meta de inflação e juros

O Conselho Monetário Nacional é formado pelos ministros da Fazenda, Eduardo Guardia, e do Planejamento, Esteves Colnago, além do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.

O principal instrumento usado pelo Banco Central para cumprir a meta de inflação é a taxa básica de juros da economia, a Selic, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A Selic serve como referência para todas as taxas cobradas das famílias e empresas.

Quando a inflação está alta, o Copom eleva a Selic. Desta forma, os juros cobrados pelos bancos tendem a subir, encarecendo o crédito (financiamentos, empréstimos, cartão de crédito), freando o consumo e reduzindo o dinheiro em circulação. Com isso, a inflação cai mas há o risco de desestimular a economia.

Quando as perspectivas para a inflação estão em linha com as metas estipuladas pelo CMN, o BC pode manter ou reduzir os juros.

‘Previsibilidade’

Após a decisão do CMN, a secretária-executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, afirmou que países com o mesmo nível de desenvolvimento do Brasil (e que têm regime de metas) registram inflação no patamar de 3%.

Ana Paula ressaltou ainda, que o atual sistema brasileiro dá “previsibilidade” e contribui com o país.

“O Brasil se aproxima, cada vez mais, dos níveis de inflação com que convivem seus pares que adotam esse regime de metas. Essa é uma conquista muito importante, porque traça um horizonte mais longo, traz previsibilidade para os agentes, para todos os cidadãos, e contribui para que o país possa conviver com um bem importantíssimo, que são níveis de inflação mais baixos”, defendeu Vescovi.

Segundo a secretária, a tolerância são importantes para conter variações inesperadas nos preços, que dificultam o cumprimento das metas.

“A percepção do Conselho Monetário Nacional é que o intervalo de tolerância é suficiente para a cobertura de eventuais choques temporários e que precisam ser absorvidos dentro do sistema de metas”, defendeu.

G1

Casa nova mais barata: leilão vende 202 imóveis com descontos na Bahia

Em dez anos, o administrador Maurício Matos Teixeira, 53 anos, comprou 20 apartamentos no próprio edifício onde morava. A oportunidade, para ele, veio em lances. “Há 25 anos, participo de leilões e ainda continua sendo um bom negócio”, garante ele, que irá ao próximo leilão público de imóveis da Caixa no dia 5 de julho – serão 202 ofertas com descontos de até 74% do valor de mercado e com ampla facilidade de pagamento.

Os imóveis que serão leiloados pertencem ao patrimônio da Caixa em todo o estado da Bahia. Os processos de retomada aconteceram a partir do atraso de três prestações do financiamento imobiliário.

Estarão à venda apartamentos, casas, terrenos e imóveis comerciais, a maioria com valor mínimo abaixo do valor de mercado. Em Salvador são 17 imóveis. Já em Lauro de Feitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), são 16. Em Camaçari são 18. A maioria dos imóveis está no interior do estado – só em Iaçu, no Centro–Norte, são 28 ofertas.

 Mas, atenção: dos 202 imóveis que vão a leilão no próximo dia 5, 199 ainda estão ocupados.

Oferta
O maior desconto é em um imóvel com 74% do valor de avaliação. É uma casa em Itamaraju, no Extremo Sul da Bahia, avaliada em R$ 800 mil, mas com lance mínimo de 209,8 mil. “Uma casa que tem 400 metros de área construída, cinco quartos, sendo duas suítes, três varandas, sete salas. É a melhor oferta, quando se compara o valor de avaliação com o valor de venda”, afirma o leiloeiro Rudival Almeida Gomes Júnior, que fará o leilão.

Em Salvador, uma casa em Mussurunga vai a leilão com lance inicial pela metade do preço de avaliação. Hoje, a casa vale R$ 115 mil, mas o lance será a partir de R$ 59,2 mil. Nas mesmas condições, está um apartamento em Campinas de Brotas – custa R$ 139 mil e será leiloado a partir R$ 70,2 mil.

Segundo o leiloeiro Rudival Júnior, a Caixa pretende arrecadar com o leilão R$ 2 milhões. “Antes, os interessados eram só investidores, quando não era muito conhecido. Mas, hoje, está se popularizando ainda mais, aí essas pessoas querem comprar também para morar”, conta.

Investimento
Entre os que compram para investir, está o administrador Maurício Matos Teixeira. Apesar de ainda considerar um bom negócio, ele conta que o mercado já foi melhor.

“Já foi melhor em relação ao preço. Isso porque o mercado imobiliário está meio parado. Estou com dez imóveis para vender, alguns comprados há mais de um ano”, declarou. Em Salvador, os imóveis estão em Plataforma, Rio Sena, Avenida ACM, Federação e Imbuí. Já no interior, estão em Pindaí, Licínio de Almeida, Feira de Santana, Brumado e Ilhéus.

“Quando compro para investir, tem de ser, no mínimo, pela metade do valor do mercado. Porque quem compra tem que pagar a comissão do leiloeiro, arcar com os custos da documentação que não é barato e depois desocupação, além do problema de reforma”, enumera.

Como participar
Além de comprar o imóvel com desconto, o interessado ainda poderá financiar até 80% do valor em até 35 anos pela própria Caixa. Também poderá usar recursos do FGTS. Para conhecer as condições, é preciso ir a uma agência da Caixa, que não respondeu às solicitações do CORREIO até o fechamento desta edição.

O leilão acontecerá no dia 5 de julho a partir das 11h, no auditório no 10º andar do Ed. Empresarial 2 de Julho, que fica na Rua Ivonne Silveira, nº 248 – Doron (Paralela), Salvador. Para participar do leilão, é possível ofertar lances presencialmente, no dia do leilão, ou online através de cadastro com antecedência de 24 horas pelo site www.rjleiloes.com.br.

A documentação necessária para pessoa física inclui CPF, RG e comprovante de residência (os mesmos documentos para o cônjuge, caso o interessado seja casado). Para pessoa jurídica, cópia do contrato social, estatuto social, cartão do CNPJ, RG e CPF do sócio administrador e procuração com firma reconhecida, se for o caso. O interessado deverá ainda ter ao menos duas folhas de cheque para pagamento do sinal de 5% sobre o valor do arremate e outro para pagamento da comissão do leiloeiro no mesmo percentual.

O pagamento restante deverá ser feito em até cinco dias úteis na agência da Caixa de escolha do arrematante e poderá ser realizado à vista, com financiamento e ainda com recursos do FGTS.

Todos os lotes ofertados e as condições de participação estão disponíveis em www.rjleiloes.com.br.

Correio

ZÉ RONALDO VISITA POVO DE UAUÁ E DEIXA OPOSITORES AGONIADOS

Quem pensou que a oposição ao governador Rui Costa (PT) se rendeu depois que ACM Neto (DEM) retirou a sua pré-candidatura para as eleições de outubro de 2018, se enganou. Mesmo o governador tendo o apoio de mais de 2/3 dos prefeitos, boa parte do eleitorado não segue as orientações do gestores municipais devido a situação em suas cidades.Para muitos eleitores, o continuísmo tem que acabar na Bahia.

Na região norte da Bahia não existe nenhum prefeito que esteja bem administrativamente. Segundo pesquisas de bastidores realizadas pelo próprio Governo do Estado destacam este triste cenário. Os gestores municipais sofrem com a falta de palavra do governador ‘Rui Correria’ a exemplo da não realização da construção de escola em Casa Nova, e outros projetos. Em Juazeiro a irresponsabilidade está espalhada na área de saúde deixando vereadores numa saia justa perante a sociedade, sendo obrigados a fazerem denuncias na tribuna da Câmara. Em outros municípios como: Pilão Arcado, Remanso, Campo Alegre de Lourdes, Sento Sé, Curaçá, Sobradinho e Canudos, os problemas são os mais variados, e nada de solução, apenas conversa mole e mais nada.

No entanto, na última sexta-feira (22), o pré-candidato ao governo, José Ronaldo (DEM) esteve visitando o povo de Uauá quando foi bem recepcionado  pelo vereador Rodrigo de Zé Mário, o ex-prefeito Jorge Lobo, o presidente da legenda local, Marco Aurélio, a ex-prefeita de Casa Nova, Dagmar Nogueira, e outras pessoas. Zé Ronaldo aproveitou do momento para fazer uma visita ao ex-prefeito Olímpio Cardoso (PDT).

Ronaldo e sua comitiva aproveitaram também do momento para prestigiarem a festa do vaqueiro. É bom lembrar que muitos prefeitos estão calados, mas estão com o grito entalado na garganta com vontade de soltar os cachorros no governador e seus secretários diante das humilhações que estão sofrendo. Para complicar mais ainda, é grande o inconformismo de pessoas que prestam serviços para o Governo do Estado por ser um péssima pagador de suas obrigações.

 

fonte: Ação Popular

II Arraiá dos Vizim: MUSICA, DANÇA E QUADRILHA GARANTIRAM ANIMAÇÃO NO SÃO JOÃO DA RUA ROSAMÉLIA

A festa mais tradicional do nordeste foi bem representada pelos vizinhos da rua Rosamélia, no Nelson Costa, em Ilhéus. O Arraiá dos Vizim, que já está na sua segunda edição , garantiu aos moradores, um São João, de paz, alegria e animação com a banda Jully Rocha levando som de qualidade a festa, além da tradicional Quadrilha dos Dinossauros, que encheu a rua com beleza, cor e ritmo, fazendo do São João 2018, uma data especial para população.”Gosto da tradição e o objetivo é trazer essa tradição de volta, se o governo municipal não ajuda na realizações a gente se une a quem quer e faz“, comentou Clemilson Dias organizador da festa que contou com o apoio do Dr. Cosme Araújo. ” Sabemos que festas populares são importantes para o povo que precisa de alegria e eu fico feliz em sempre poder contar com  o nosso defensor . Dr Cosme Araújo, é um grande incentivador destes eventos, porque ele sabe que isso faz bem para população”, informou Clemilson, parabenizando também aos moradores da rua Rosamélia por terem permitido que o São João fosse realizado com paz e segurança para todos.

por Caliana Mesquita

 

 

Grande ameaça à produção do cacau na América Latina se aproxima do Brasil

A grande ameaça para a produção de cacau na América Latina nunca esteve tão perto das plantações brasileiras. Desde que um foco da praga chamada de monilíase foi confirmado no município de Filadélfia, na Bolívia, em janeiro deste ano, os pesquisadores afirmam que é apenas uma questão de tempo até invadir plantações brasileiras.

A doença ameaça causar um dos piores desastres fitossanitários e econômicos da agricultura. A plantação afetada fica a poucos quilômetros de Brasiléia, no Acre. Segundo especialistas em defesa agropecuária, o fungo causador da doença se propaga com o vento e pode chegar a qualquer momento no Brasil.

“Se o risco antes já era alto, agora ele está batendo na nossa porta. Apesar de ainda não estarmos em Estado de Alerta oficial, já estamos em uma situação de atenção fitossanitária. É como se a gente ligasse a luz amarela. E, a qualquer momento, pode ser decretado o Alerta Fitossanitário na Bahia e em outros estados do Brasil. O Acre já decretou”, afirma Catarina Cotrim Mattos, coordenadora do Programa de Prevenção à Monilíase do Cacaueiro da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

O foco está numa região de grande fluxo de pessoas, o que aumenta os riscos de disseminação. “Este foco mais recente está em uma área de risco altíssimo. Existe uma rodovia do lado boliviano com malha viária intensa, onde as pessoas costumam circular para fazer compras. Por isso, a qualquer momento ele pode chegar pelo trânsito de pessoas, já que o fungo pode estar na roupa ou sapato de quem teve contato com fruto infectado”, alerta Catarina.

Infografia: Morgana Miranda/CORREIO

Golpe fatal
As plantações com maior risco estão no Norte, principalmente no Acre e no Pará, maior produtor de cacau do Brasil atualmente. Mas, as amêndoas colhidas nestes estados são trazidas para beneficiamento nas três indústrias moageiras de Ilhéus, na Bahia, responsáveis pelo beneficiamento de 96% do cacau produzido no Brasil.

O fungo pode vir no fruto ou através de pessoas que tenham tido contato com o cacau afetado no campo. Produtores rurais baianos também consideram a chegada da doença inevitável e preocupante.

“Temos consciência de que não vamos conseguir evitar a entrada da monilíase. Esse fungo vai comprometer por completo a retomada da região. Chegando, vai ser o golpe fatal na cacauicultura do estado da Bahia. Se chegar do jeito que o setor está, a cacauicultura fecha as portas”, alerta o vice-presidente de Desenvolvimento Agropecuário da Federação de Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Guilherme Moura.

Defesa agropecuária
O reforço na defesa agropecuária é apontado como crucial para tentar amenizar os danos econômicos, sociais e ambientais que vão ser provocados pela praga.

“Onde a monilíase chegou, ela dizimou toda a produção. Se houver um controle, você tem perdas em torno de 30% dos frutos; se não houver, perde 100%. Vamos ter de intensificar a nossa vigilância”, acrescenta Catarina Mattos.

As autoridades bolivianas garantem que estão fiscalizando o trânsito de pessoas na fronteira. As pessoas estão sendo orientadas a não transportar frutas, mudas e sementes e a isolar roupas, sapatos e botas caso tenham circulado por áreas agrícolas. Equipamentos eletrônicos, como máquinas fotográficas, precisam sem higienizados.

Na Bahia a principal área de monitoramento atinge os 170 mil hectares de cacau, do Recôncavo ao Extremo Sul. A Adab afirma que vem intensificando a fiscalização desde 2007, quando implantou um Projeto de Prevenção à Monilíase. O programa prevê incentivo as pesquisas, assistência técnica, capacitação, extensão rural e educação fitossanitária à população. Segundo a coordenação do órgão, 350 propriedades rurais estão sendo monitoradas em parceria com a Ceplac.

A ameaça é tão concreta, que a monilíase foi a primeira praga a ter um Plano de Contingência traçado pelo Ministério da Agricultura, pecuária e Abastecimento (Mapa), entre as mais de 600 pragas listadas pelo órgão. Ao todo, 112 fiscais de defesa agropecuária estão prontos para atuar em caso de invasão da praga nos estados da Bahia, Pará, Rondônia, Acre e Amazônia.

Os produtores rurais foram alertados. Em caso de suspeita, é preciso isolar a área, não permitir a entrada de curiosos e avisar imediatamente os órgãos de defesa agropecuária.

Infografia: Morgana Miranda/CORREIO

Fortalecimento
Os cacauicultores baianos ainda estão entre os maiores produtores do mundo. Mas o setor cacaueiro nunca se recuperou completamente da crise gerada pela vassoura-de-bruxa. Apesar de sinais de recuperação, a produção caiu vertiginosamente nos últimos anos.

Os produtores rurais alegam que os planos de recuperação desenvolvidos nos anos 1990 não surtiram efeito, por vários motivos, entre eles, a falta de tecnologia adequada e a ausência de uma política pública eficiente.

Ano passado, por causa das condições climáticas desfavoráveis, o setor registrou uma das maiores quedas de produção na Bahia. Produziu menos de 100 mil toneladas, abaixo do registrado no auge da vassoura-de-bruxa. A chegada de uma nova praga faz renascer velhos fantasmas e cria novos desafios.

“É preciso fortalecer a cacauicultura, para que ela volte a ser uma atividade próspera, para que esteja fortalecida quando a monilíase chegar. O que a gente precisa é voltar a produzir cacau, com alta produtividade. Isso passa pelas questões clássicas da agropecuária, como a volta do crédito”, defende Moura, que também é cacauicultor e Presidente da Câmara Setorial do Cacau do Mapa.

O endividamento total do setor chega a R$ 2 bilhões, segundo dados da Federação de Agricultura do Estado da Bahia (Faeb). Semana passada, a Confederação Nacional da Agricultura apresentou uma nova proposta de renegociação da dívida.

Já o Ministério da Integração Nacional anunciou esta semana o lançamento da “Rota do Cacau” – que promete fortalecer as cadeias produtivas. O acesso ao crédito e consequente aumento da produção também são apontados como forma de ajuda a combater a entrada de pragas.

Alerta desde os anos 80
Desde os anos 1980, o pesquisador indiano Asha Ram, especialista em doenças epidemiológicas, integrante da Comissão da Lavoura Cacaueira do Ministério da Agricultura (Ceplac), já alertava para o risco do fungo monília chegar ao Brasil.

Com base nas pesquisas dele, o brasileiro Roberto Sgrillo, em 2008, conseguiu traçar o comportamento da monilíase e provar, matematicamente, que o fungo avança cerca de 106 quilômetros por ano. Sgrillo também teria previsto que a monilíase chegaria pelo Acre. Acertou.

São estes estudos iniciais que servem de base para as pesquisas atuais. As iniciativas envolvem dezenas de órgãos científicos, além de representantes da defesa agropecuária do Brasil, e de países como Peru, Equador, Costa Rica, França e Austrália.

Na Ceplac, há pelo menos dez grandes pesquisas em andamento. Segundo a Coordenadora do Programa Preventivo da Monilíase, Karina Gramacho, “as pesquisas estão ocorrendo em conjunto. O que sabemos até agora é que não existe no mundo um fungicida que controle a doença. A solução envolve o manejo integrado de pragas, com a adoção de práticas conjuntas para diminuir o impacto da doença pós-invasão, redução das rotas de risco, expansão da prevenção e melhoramento genético das plantas”, diz.

A vedete do programa é a pesquisa com plantas resistentes a monilíase. Elas foram encontradas na Costa Rica. Através de um programa de cooperação com o Catie, centro costa-riquenho de pesquisa, algumas mudas foram trazidas para o Brasil em 2014. Há dois anos, depois de uma quarentena em uma unidade da Embrapa em Brasília, os clones chegaram ao Sul da Bahia. Em Ilhéus, elas foram cruzadas com plantas resistentes a vassoura-de-bruxa. Segundo o coordenador da pesquisa, Uilson Lopes, 200 mudas já plantadas estão sendo testadas em fazendas da Bahia. Mas ainda não há previsão para a conclusão do estudo.

As pesquisas em andamento estão sendo financiadas por instituições como a Capes, CNPQ e a Fapesb. Mas pesquisadores afirmam que 90% das verbas federais foram reduzidas nos últimos três anos. Falta verba para levantamento de dados em campo e viagens de reconhecimento, consideradas essenciais para o avanço das pesquisas.

Monilíase pode destruir até 100% dos frutos do cacau
(Foto: Asha Ram/Ceplac/Divulgação)

Safras destruídas
Por onde passou, a monilíase assolou a produção e provocou a ruína de muitos cacauicultores. No Equador, a produção caiu de 70 mil toneladas para 10 mil e o país perdeu a condição de produtor mundial de cacau. Na Colômbia, a incidência chegou a 90% das plantações.

Na Costa Rica, a produtividade despencou de 700 quilos por hectare para apenas cinco quilos por hectare, enquanto 35% dos produtores costarriquenhos abandonaram as lavouras. Já no Peru, as perdas foram de até 100% das lavouras.

Em todos estes países, o processo de retorno do cultivo foi lento e nenhum deles conseguiu retomar a pujança anterior de produção. Uma das ações de combate à doença prevê o recolhimento diário de todos os frutos que apresentam sintomas e isso envolve altos custos com mão de obra.

De acordo com as autoridades brasileiras, os riscos do “broto inchado” chegar ao Brasil são remotos. Esta outra praga estaria obrigando os cacauicultores da Costa do Marfim, maior produtor de cacau do mundo, a destruírem 100 mil hectares de cacau para evitar o avanço da doença.

Mas, segundo a análise de risco do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), apesar do Brasil importar cacau do país africano, a praga não tem como chegar aqui.

De acordo com os técnicos, a doença é provocada por um vírus que precisa de um hospedeiro vivo e que não tem capacidade de sobreviver no processo de transporte através do Atlântico. Ademais, o vetor seria a cochonilla, um bichinho que ataca as plantas e que não sobrevive no processo de beneficiamento do cacau.

Cerca de 96% do cacau produzido no Brasil é beneficiado em Ilhéus, na Bahia
(Foto: Georgina Maynart/CORREIO)

Cadeia essencial
A cadeia do Cacau é uma das maiores do setor produtivo brasileiro, com forte participação no PIB. Ano passado, injetou mais de R$ 23 bilhões na economia, oscilando entre o 3º e o 6º maior Valor Bruto de Produção. Só as três maiores indústrias moageiras do Brasil, em Ilhéus, exportaram mais de R$ 1 bilhão em derivados em 2017.

Com o mercado interno de consumo de chocolate crescente, o setor reúne 30 mil produtores rurais – 80% são cacauicultores de pequeno porte, que possuem fazendas com menos de 50 hectares.

Mas, a produção é desigual entre as regiões. Entre os municípios de Gandu, Ipiaú, Camacã, Ubaitaba, Ilhéus e Itabuna, o predomínio é do sistema Cabruca, em sombra e sem irrigação. Com pouca tecnologia, a produtividade é baixa, cerca de 15 arrobas por hectare, menos da metade dos produtores do Pará.

Já no Extremo Sul da Bahia, as plantações são a pleno sol, possuem maior uso de tecnologia, o plantio é irrigado e a produtividade é alta. Há também produção de cacau irrigado no oeste da Bahia, em menor escala.

Nas agroindústrias, a amêndoa de cacau é separada em 50% gordura e 50% sólido. A gordura vira manteiga e a parte sólida é transformada em pó de cacau. O derivado principal é o líquor, o chocolate puro em forma líquida homogênea. A manteiga tem amplo uso, inclusive para fazer cosméticos, como batons.

Outra tendência é a segmentação do setor. Estima-se que existam atualmente na Bahia cerca de 70 marcas de chocolate de fabricação própria, os chamados chocolates gourmet. Cada vez mais procurados pelos consumidores, apontam para um mercado em expansão. Entre os 18 e 22 de julho, este potencial será mostrado no Festival Internacional do Chocolate e Cacau, em Ilhéus.

Correio

Eleições 2018: NÃO SE FAZ ESCOLHA CERTA VOTANDO EM BRANCO OU NULO

Desgaste politico o Brasil vive há séculos, apostamos em um, nos decepcionamos com outro. Mas que bom que vivemos em uma democracia, e possuímos um sistema eleitoral que coloca nas nossas mãos o direito de decidirmos quem irá administrar nosso país, e nos dá o dever de fiscalizar a eventual administração destes nossos servidores públicos.

Comparações com países europeus, com a potência norte americana, com o passado, projetando um futuro que nem ao menos sabemos como será, nos distancia do compromisso de assumirmos as rédeas do país, nos concedendo a confortável e oportunista posição de figurante em um cenário onde somos, todos nós, protagonistas.

O voto branco ou nulo, vem com um peso de covardia cívica imensurável. É como se não quiséssemos nos responsabilizar por catástrofes e crises… Mas, o fato é que votando ou não, somos responsáveis por tudo que acontece dentro desta nação. Se as opções não te agrada, seja você a opção. Se nem mesmo você merecer seu voto. Mude de nação.

Mesmo que os votos brancos e nulos representem mais da metade do total de votos de uma cidade, de um estado ou do país, não é possível anular a eleição por este motivo. É mito acreditar que os votos nulos e em branco podem anular uma eleição, bem como de alguma forma beneficiar um ou outro candidato, interferindo de forma direta nos Quocientes Eleitoral e Partidário (esses quocientes interessam para o caso de eleição proporcional, como é a hipótese de eleição para vereador, deputado federal e deputado estadual).

A suposta anulação da eleição não acontece. A confusão do entendimento de que tais votos poderiam anular uma eleição é originária, ao que tudo indica, da equivocada interpretação dada ao caput do artigo art. 224[3] do Código Eleitoral, que estabelece: “Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.”.

Essa nulidade de votos ocorre após a eleição, na hipótese da Justiça Eleitoral decretar a ilegitimidade de alguma votação como pode acontecer, por exemplo, quando reconhece alguma fraude nas eleições, a exemplo do candidato que é condenado por compra de votos. É dessa nulidade que o art. 224 do Código Eleitoral trata, ao estabelecer como consequência a nulidade da eleição, mas não tem a ver com a anulação proposital (ou não) do voto pelo eleitor.

Essa conclusão é reforçada pelo teor do § 3º do já mencionado art. 224 do Código Eleitoral, que estabelece: “A decisão da Justiça Eleitoral que importe o indeferimento do registro, a cassação do diploma ou a perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário acarreta, após o trânsito em julgado[4], a realização de novas eleições, independentemente do número de votos anulados.”[5].

É preciso esclarecer que a Constituição estabelece em seu artigo 77, § 2°[6], que tanto o voto em branco como o nulo são descartados, para efeito, por exemplo, da escolha do presidente da República, sendo “eleito o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos válidos, excluídos os brancos e os nulos”.

Semelhante previsão encontra-se nos arts. 2º e 3º da Lei nº 9.504/97, para a escolha dos governadores e prefeitos.

Desta previsão constitucional (e legal) resulta a conclusão de que o voto que o eleitor anula (ou vota em branco) vai literalmente para o “lixo”, digamos.

Votos em branco e nulos, ainda que totalizem mais de 50%, não anulam eleição. Isso é mito.

Melhor do que anular o voto seria o eleitor buscar informações seguras sobre os futuros candidatos, de forma a tentar não errar na escolha, porque um Congresso qualificado moralmente pode impedir um presidente da República eventualmente mal intencionado, assim como uma Assembleia Legislativa, relativamente a um Governador eventualmente mau-caráter.

Afinal, a sabedoria popular nos ensina que não há mal que sempre dure. E bons políticos são forjados na têmpera inflexível do povo que os escolhe.

por Caliana Mesquita/informações colhidas site jus.com,br

Mauro Carlesse é eleito governador do Tocantins para o mandato-tampão

Mauro Carlesse (PHS) está eleito governador do Tocantins. Com a apuração encerrada, o presidente da Assembleia Legislativa e governador interino teve 75,14% dos votos válidos contra 24,86% de Vicentinho Alves (PR). Ele recebeu a informação em Gurupi, onde acompanha a apuração.

“Eu entendo o seguinte: que o pouco que nós trabalhamos, que nós tivemos a oportunidade de trabalhar e fazer o estado atender a nossa população, o resultado é esse. A população entendeu que quando você cuida da saúde, da educação, da segurança pública e da infraestrutura o povo agradece. E isso aí é o que está acontecendo”, disse o governador eleito após a vitória.

Carlesse vai ficar no cargo até o dia 31 de dezembro e pode concorrer à reeleição em outubro. A posse deve ser realizada até o dia 9 de julho.

A eleição suplementar foi convocada após a cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice dele, Cláudia Lelis (PV). Os dois foram considerados culpados por captação ilegal de recursos para a campanha eleitoral de 2014 pelo Tribunal Superior Eleitoral.

O senador Vicentinho Alves reconheceu a derrota. “Eu tenho que admitir o resultado das urnas. Eu sou um democrata”, disse ele. “Eu quero agradecer aos 120.853 eleitores e eleitoras do meu estado. Foram os votos mais livres que um político pode receber”, comentou.

Eleitores ausentes

O dia foi de seções vazias e poucas filas em todo o estado. O número de abstenções, votos brancos e nulos somou 51,83% do total de eleitores. Mais de 527 mil pessoas não optaram por nenhum dos candidatos. O índice é recorde na história das eleições no estado e ultrapassa o total de votos dos dois candidatos.

Durante a manhã o TRE chegou a divulgar um vídeo convocando os cidadãos a comparecer. No primeiro turno o índice foi mais de 30%.

Perfil

Carlesse nasceu em Terra Boa (PR) e no Tocantins atuou como empresário e agropecuarista. Ele iniciou na política ao se filiar no Partido Verde (PV) em 2011. Foi candidato a prefeito em Gurupi nas eleições de 2012. No ano seguinte, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e venceu as eleições de 2014 para deputado estadual.

Foi eleito em julho de 2016 e assumiu o cargo de presidente da Assembleia Legislativa para o biênio 2017/2019.

Em 2015, Carlesse se envolveu em uma polêmica ao ser preso no departamento de assessoria militar da Assembleia Legislativa, em Palmas. A prisão foi decretada por causa de um processo de execução de pagamento de pensão alimentícia contra o parlamentar, que corre na comarca de Barueri (SP). Na época, o advogado do parlamentar, Sandro Henrique Armando, disse que houve uma divergência nos valores defendidos pelas partes.

O deputado assumiu o governo do Tocantins após a cassação de Marcelo Miranda (MDB) e Cláudia Lelis (PV) e se candidatou para permanecer no cargo.

Promessas de campanha

No plano de governo apresentado ao TRE e durante a campanha eleitoral, o goverador eleito apresentou várias propostas. O G1 separou as principais delas por áreas. A lista completa com os compromissos e promessas do político pode ser encontrada aqui.

Planejamento e gestão

  • Redução sistemática no número de servidores contratados e nomeados;
  • Contenção de despesas e negociação de dívidas;

Educação

  • Melhorar a estrutura das escolas estaduais com foco no modelo de tempo integral;
  • Implantar unidades de escolas técnicas e militares;
  • Realizar anualmente o salão do livro;

Segurança Pública

  • Investir em inteligência, informação e tecnologia de forma compartilhada com outras instituições públicas;
  • Promover força-tarefa nas cidades de Araguaína, Porto Nacional, Paraíso, Gurupi e Araguatins;

Infraestrutura

  • Recuperar a malha asfáltica e as estradas vicinais;
  • Viabilizar contratos para obras de infraestrutura em 139 municípios;
  • Construir ponte sobre o rio Tocantins em Porto Nacional e sobre o rio Araguaia, em São Geraldo;
  • Viabilizar construção de novas rodovias e atuar com o governo federal para o efetivo funcionamento da ferrovia norte-sul e iniciar a duplicação da BR-153, conclusão da BR-242 e BR-010;

Saúde

  • Zerar a fila de cirurgias eletivas na rede hospitalar;
  • Reorganizar cargos e funções para reduzir gastos;
  • Concluir obras de reforma e ampliação de obras em hospitais.

G1

UNIÃO RECONHECE SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA DA PREFEITURA NOS ALTOS E MORROS DE ILHÉUS

A Situação de Emergência, decretada, no início deste mês – por conta das fortes chuvas que atingiram o município nas últimas semanas, foi reconhecida pela União, na quinta-feira (21).

Com este reconhecimento federal de anormalidades, procedimento adotado pelo Ministério da Integração Nacional, o município se credencia a obter recursos financeiros federais para se recuperar os prejuízos causados pelas chuvas e atender as famílias direta e indiretamente atingidas.

Para formalizar a Situação de Emergência, a Prefeitura de Ilhéus cumpriu com toda as etapas exigidas pela União.

Ilhéus 24h

Mãe sabia que pastor usaria morte dos filhos para promover igreja

A pastora Juliana Sales, que virou ré no processo e foi presa acusada de omissão pela mortes dos filhos, sabia que o marido, o pastor Georgeval Alves, pretendia usar as mortes das crianças para ganhar notoriedade e ascensão religiosa, além de conseguir mais fiéis e dinheiro para sua igreja. George Alves está preso desde o dia 28 de abril. Juliana foi presa na madrugada desta quarta-feira (20).

Segundo o juiz André Dadalto, da 1ª Vara Criminal de Linhares, Juliana sabia dos desvios de caráter do marido, dos abusos sexuais sofridos pelos filhos, e mesmo assim apoiava os planos dele de se promover na igreja. Foi Dadalto quem determinou a prisão da pastora. A defesa dela disse que não vai se manifestar até ter acesso às informações.

“O pastor George, em parceria com a pastora Juliana, buscava uma ascensão religiosa e aumento expressivo de arrecadação de valores por fiéis e, para esta finalidade, ceifou a vida dos menores Kauã e Joaquim para se utilizar da tragédia em seu favor”, diz a decisão.

Mensagens e abusos
Ainda de acordo com Dadalto, troca de mensagens pelo celular apontam que Juliana sabia do comportamento sexual do marido. Em uma delas, ela diz ter ‘nojo’ e ele respodia que se sentia ‘imundo’ e um ‘lixo’ por conta dos atos.

Ainda na decisão, o juiz afirma que as crianças relataram sobre os abusos sexuais que sofreram do pai na escola. Em um episódio, Kauã chorou desesperadamente, mas disse aos professores que não poderia contar o motivo. O irmão dele, Joaquim, também falou que sofria abusos na escola onde estudava. Os pais foram acionados e alegaram que os supostos abusos não eram em casa e acusaram uma outra criança de 5 anos.

Pelo celular, Juliana também enviou para a mãe uma mensagem afirmando que dormiu bem após a morte dos filhos. E para o marido enviou: “eu não estou preparada para dar errado”. Outra mensagem que também chamou a atenção na investigação foi em uma conversa com outros pastores. “Não sei se vou conseguir ser forte até o final”, afirma.

A decisão diz também que os pastores não reagiram quando Kauã “sofreu ‘maldades’ por parte de dois ‘caras’ na piscina”.

O juiz revelou que após a morte das crianças, o casal esteve na casa para jogar vários objetos no quarto. Em seguida, eles retiraram quase todos os objetos, além de lençóis e roupas de cama, que foram entregues a outras pessoas para serem lavados.

O crime
Inquérito apontou que o pastor abusou das crianças e, em seguida, colocou fogo nas vítimas na casa onde eles moravam, em Linhares, no dia 21 de abril. Na época, a mãe das crianças disse que estava viajando com o filho mais novo do casal. Por conta disso, chegou a descartar a participação de Juliana no crime. Mas após o investigação, foi descoberto o contrário.

Segundo revelou o delegado André Jaretta, foram encontrados vestígios de sêmen nas crianças e sangue no banheiro após exames periciais. “Com as duas vítimas ainda vivas, porém desacordadas, o investigado as levou até o quarto, as colocou na cama e ateou fogo nas crianças, fazendo com que elas fossem mortas com o calor do fogo”, contou o delegado.

G1

Policial Militar é alvo de ataque homofóbico após postar foto com namorado; assista

Uma foto carinhosa entre um casal causou alvoroço nas redes sociais. Mais do que isso: deixou evidente a face cruel da homofobia. O soldado da Polícia Militar de Brasília, Wallace Ferreira Pereira e o seu companheiro Mauro Ximenes foram alvos de ataques homofóbicos. Em postagens publicadas no Facebook e repassadas em grupos de WhatsApp, um homem utiliza uma foto do servidor em exercício e outra com ele ao lado do namorado, e faz um comparativo com os antigos servidores da segurança pública e os atuais.

“Antigamente só tinha PM barrigudão que comia PF de arroz com feijão e torresmo naqueles botequins pé sujo. Aí a PM começou a exigir faculdade e começaram a chegar uns caras que não comem carne gordurosa porque faz mal, só bebem suco Detox e acham que têm a bunda mais bonita que a das mulheres. Só podia dar nisso”, escreveu o internauta.

Em um video publicado no seu perfil do Instagram, o PM se manifestou informando que tomará providências sobre as agressões. “Nada vai ficar em vão. Isso não vai prejudicar minha, vida, minha rotina. Mas o que aconteceu comigo, pode acontecer com qualquer outro. Isso não pode ficar impune. O resultado vai ser muito ruim para quem começou isso e para quem está compartilhando”.

Wallace integra o 9º Batalhão da Polícia Militar do Espírito Santo, mas está cedido à Força Nacional de Segurança em Brasília.

Além da foto do militar com o namorado choveram comentários preconceituosos em outras imagens postadas pelo PM onde ele aparece de sunga. “Que absurdo. Uma mancha na nossa farda”, postou um usuário do Twitter. Apesar das críticas, o militar e o namorado também receberam elogios e mensagens de apoio. “Que casal lindo. Continuem firmes. Mostre o que você quiser”, escreveu um usuário do Instagram.

Correio

População carcerária quase dobrou em dez anos

“Sou condenado à morte por doenças crônicas, que são o vírus da aids e da hepatite C, que não têm cura. Estou preso há muitos anos e está muito difícil o dia a dia pois sei que vou morrer qualquer dia desses”, escreveu uma pessoa privada de liberdade, de Santa Catarina. “Hoje o sistema prisional não recupera ninguém”, avaliou outra, de São Paulo.

Os testemunhos foram tornados públicos pelo projeto Cartas do Cárcere, que analisou 8.820 cartas recebidas em 2016 pela Ouvidoria Nacional dos Serviços Penais, órgão ligado do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da  Segurança Pública. São pedidos de apoio, declarações de saudade, confissões de arrependimento, relatos de um dia a dia sofrido, permeado pelas mais distintas violações de direitos. Por meio das palavras das próprias pessoas privadas de liberdades, o caos do sistema penitenciário é revelado.

Um drama que se traduz também em números. A população carcerária brasileira quase dobrou em dez anos, passando de 401,2 mil para 726,7 mil, de 2006 a 2016. O número é do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen) de junho de 2016, que apresenta os últimos dados oficiais divulgados. Tendo em vista o crescimento progressivo dos encarceramentos no Brasil de cerca de 4%, ano a ano, o número deve ser maior. Do total, 40% são presos provisórios, ou seja, ainda sem condenação judicial. Em todo o país, há 368 mil vagas, o que significa uma taxa de ocupação média de 197,4%.

Mais da metade dessa população são jovens de 18 a 29 anos e 64% das pessoas encarceradas são negras. O maior percentual de negros é verificado no Acre (95%), Amapá (91%) e Bahia (89%). Os dados mostram que 95% dos presos são homens. A participação das mulheres se destaca quando observados alguns tipos penais, como o de tráfico de drogas, crime cometido por 62% das mulheres que estão presas. Do total de mulheres presas, 80% são mães e principais responsáveis, ou mesmo únicas, pelos cuidados de filhos.

Quanto à escolaridade, menos de 1% dos presos tem graduação. “A gente está falando em 89% da população carcerária que não têm educação básica completa. É um grupo de pessoas que já ingressa no sistema prisional com alguma vulnerabilidade”, afirma a coordenadora-geral de Promoção da Cidadania do Depen, Mara Fregapani Barreto.

Pela Lei de Execução Penal, a assistência ao preso é dever do Estado, a fim de prevenir o crime e orientar o retorno à convivência em sociedade. Para tanto, deve envolver ações de assistência material, à saúde, jurídica, educacional, social e religiosa.

A realidade do cárcere contrasta com a previsão legal, mesmo para quem tenta reconstruir a vida, ainda que na prisão. O relato está em outra “carta do cárcere”, desta vez de um detento do Rio de Janeiro . “Estudando na unidade de ensino prisional, concluí o segundo grau, chegando a ser aprovado no vestibular da Uerj. Fui informado pelo serviço de inclusão social que mandariam uma equipe de funcionários fazer a inscrição na instituição. Contudo, não houve a presença de nenhum funcionário”, lamenta.

Segundo o Depen, apenas 15% da população prisional estavam envolvidos em atividades laborais, internas e externas aos estabelecimentos penais, o que representa um total de 95.919 pessoas. Entre os que trabalhavam, 87% estavam em atividades internas. “A Lei de Execução Penal jamais saiu do papel”, afirma a coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, Julita Lemgruber,  primeira mulher a comandar o sistema prisional fluminense.

A situação poderia ser ainda pior, pois há um grande número de mandados de prisão pendentes de cumprimento. De acordo com o Banco Nacional de Monitoramento de Prisões, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) , o total chega a 143.967, sem considerar estados que ainda não inseriram no banco as informações completas sobre seus sistemas, como Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná.

O resultado desse cenário está inscrito em diversas denúncias contra o país apresentadas à Corte Interamericana de Direitos Humanos, que em maio do ano passado discutiu, em audiência, a situação de pessoas presas no Complexo Penitenciário de Curado, em Pernambuco; no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão; no Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, no Rio de Janeiro e na Unidade de Internação Socioeducativa (Unis), no Espírito Santo, que estão listadas em Medidas Provisionais da Corte, para cumprimento de melhorias no atendimento nestas unidades.

Diante do quadro, Mara Fregapani aponta como saída o reforço às alternativas penais, como penas restritivas de direitos, conciliação e mediação. “É preciso ofertar ações, serviços, assistência que possibilitem a essas pessoas reescrever a sua história”, destaca a coordenadora.

Correio





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