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Ministério Público do Rio solicita explicações ao estado sobre uso de snipers

Defensoria Pública do Rio afirmou que a declaração de Witzel reforça a suspeita de que três moradores da Favela de Manguinhos tenham sido baleados por snipers em janeiro

O Ministério Público estadual solicitou, nesta segunda-feira, ao governador Wilson Witzel e aos secretários das polícias Militar e Civil, coronel Rogério Figueiredo e delegado Marcus Vinícius Braga, informações sobre operações que contaram com a atuação de atiradores de elite (snipers). Além disso, o procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, pediu ao Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do órgão que apure o caso. Por exercer o controle externo da atividade das polícias, o MP do Rio quer detalhes das operações com agentes públicos, para saber se foram em situações de legítima defesa, como determina a lei.

O fato de as polícias do Rio já fazerem uso de snipers para matar traficantes em suas operações foi revelada por Witzel em uma entrevista publicada pelo GLOBO no domingo. As polícias Civil e Militar não quiseram falar sobre os casos que o governador se referiu.

Também, nesta segunda-feira, a Defensoria Pública do Rio afirmou que a revelação de Witzel reforça a suspeita de que três moradores da Favela de Manguinhos tenham sido baleados por snipers em janeiro. Dois morreram: Rômulo Oliveira da Silva, que trabalhava como porteiro da Fiocruz, e Carlos Eduardo dos Santos Lontra.

O defensor público Daniel Lozoya do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh) da Defensoria Pública do Rio lembrou que, no caso de Manguinhos, uma outra vítima, atingida de raspão, conseguiu escapar. O sobrevivente afirmou que os tiros vieram de uma torre da Cidade da Polícia, no Jacarezinho.

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