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Baiano que protestou contra ministro nos EUA reclama de ‘falta de diálogo’ do governo

No último mês, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi alvo de um protesto de dois empresários durante um evento em Nova York. Um deles era o baiano Iago Hairon, 26, nascido em Cachoeira. Ele é um dos coordenadores do Engaja Mundo, o que ele descreve como uma “organização de liderança jovem que tem como missão fazer com que jovens brasileiros percebam que mudar a si mesmo, seu entorno e se engajar politicamente, pode ser parte da solução para os problemas que enfrentamos no Brasil e no mundo”.

Junto com Kaime Silvestre, eles usaram as máscaras com a palavra “ecocida” em forma de protesto contra as políticas para o meio ambiente do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). “A ideia da ação, de forma lúdica, usando máscaras escrito ‘ecocida”‘, foi chamar atenção para as não políticas do Ministério do Meio Ambiente e também a falta de diálogo do ministro com a sociedade civil. Acreditamos que não dá pra dialogar com um governo que não promove o desenvolvimento sustentável, tampouco políticas públicas eficazes contra as mudanças climáticas. O exemplo disso é que o governo quase zerou o orçamento do Ministério do Meio Ambiente para combater as mudanças do clima”, conta, em entrevista ao Bahia Notícias. ”Ricardo Salles decidiu ficar calado e receber o protesto”, acrescenta.

Segundo Hairon, a organização promove ações contra o governo desde 2015, ainda na gestão Dilma Rouseff (PT). A primeira também foi contra a pasta, à época comandada por Izabella Teixeira. De forma irônica, no ato, o Engaja Mundo ofereceu à ministra o troféu “Cara de Pau”, por anunciar um documento em que o Brasil se comprometia a acabar com o desmatamento ilegal até 2020 – o compromisso já havia sido assumido anteriormente e já está nas leis do Código Florestal e no Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

RELAÇÃO COM O ESTADO
“Nasci em São Félix, cresci em Muritiba, Cachoeira… Costumo dizer que sou do Recôncavo”: assim o ativista se refere à Bahia. Morando em São Paulo desde 2016 para um tratamento de um transplante de rim, ele brinca: “sou muito baiano pra ficar muito tempo fora”.

Ele conta que, apesar de estar longe, acompanha os núcleos do Engaja, que funcionam em Salvador, Feira de Santana e Recôncavo. Para ele, a condição renal contribui para que ele se mantenha como ativista pelo meio ambiente. “Eu já era ativista climático antes de me tornar paciente renal, mas, com certeza, uma coisa ajuda a outra”, explica.

Segundo ele, a organização enviará uma equipe à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2019 (COP25). No entanto, ainda não há nenhum tipo de ato planejado para este evento.

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