ilheus

Ilhéus com 220.943 mil habitantes em 2006.

De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 21% dos municípios brasileiros estão assistindo a diminuição constante de seus moradores.

Segundo o Coordenador de Disseminação de Informações do IBGE, Joilson Rodrigues de Souza, a informação não é uma novidade. “Essa condição emigratória não é uma novidade, já que uma boa parte do semiárido resulta de um baixo dinamismo ecônomico que oferece uma péssima qualificação acadêmica, e poucas oportunidades de trabalho”, afirma Joilson.

O fator responsável pelo encolhimento da população é baseado apenas em porcentagens de limites térreos. “Tivemos a atualização do arquivo gráfico da Bahia, que fez com que boa parte desses municípios, que tinham elementos físicos que já não eram encontrados no momento de interpretação fossem revistos. Para ficar mais simples o entendimento, é quando o dono de uma fazenda, onde existe a fronteira da Cidade A com a Cidade B, informa que seu terreno ocupa a extensão da cidade A, quando na verdade, pertence ao terreno B, isso faz com que aqueles moradores dessa fazenda, sejam considerados na pesquisa como população da cidade B. Isso explica por que algumas cidades que são vizinhas, tiveram um acréscimo e uma diminuição de moradores relativas,” disse Rodrigues.

Na Bahia, dos 417 municípios, apenas 284 se mantiveram estáveis. Do total, 133 tiveram taxas negativas. O município que mais perdeu sua população foi Ilhéus, que fica no sul da Bahia. No censo de 2013, a cidade aparece com cerca 184 mil pessoas. Já em 2014, o número caiu para aproximadamente 182 mil pessoas. Uma redução de 2.266 na população.
O coordenador de Disseminação de Informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, alerta que essa redução drástica de população já é um caso preocupante.

“Só essa identificação inicial já pode gerar uma preocupação. Afinal, vivemos hoje em uma sociedade envelhecida, sem força de trabalho e que sofre de carências e de demandas de um custo muito alto. Uma pirâmide ideal seria onde a base teriam jovens que estariam evoluindo, e subindo na pirâmide em direção ao envelhecimento. Um país que tem em sua maioria, uma população que já não pode mais contribuir para o seu crescimento, é um país fadado a permanecer sem evolução,” finaliza Rodrigues.