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:: 1/jun/2018 . 9:55

Viajante cancela reserva e frustra destino turístico no feriado

Quem resolveu curtir o feriado de Corpus Christi em Ilhéus, sul da Bahia, teve que trocar o chope gelado pela tradicional cerveja em garrafa. No lugar da batata frita, a opção eram os bolinhos recheados com pescados da própria região.

O desabastecimento de alimentos causado pelos protestos dos caminhoneiros forçou hotéis, bares e restaurantes a adaptarem os cardápios. Mas, dos males, este foi o menor.

A paralisação frustrou o setor de turismo em todo o Nordeste e fez despencar a procura por vagas em hotéis e derrubou o movimento em bares e restaurantes neste pleno feriado.

Na Bahia e no Ceará, as associações de empresários do setor hoteleiro estimam que apenas 50% dos leitos estejam ocupados neste feriado.

Os bloqueios nas estradas, as incertezas em relação à disponibilidade de combustível para motoristas e o cenário incerto dos aeroportos, que têm sido abastecidos com caminhões sendo escoltados pela polícia, fez muita gente desistir de viajar.

“Além de cancelamentos de reservas, deixamos de receber aqueles turistas que decidem viajar em cima da hora. A maioria não quis arriscar”, afirma Sílvio Pessoa, presidente da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação.

No Pelourinho, um dos pontos turísticos mais tradicionais de Salvador, o vaivém de turistas deu lugar a um cenário de ruas vazias. Nos bares e restaurantes, a maioria das mesas estavam desocupadas.

“As pessoas ficaram com medo de vir para Salvador e enfrentar dificuldades. Os protestos afetaram toda a cadeia do turismo”, afirma o presidente da Associação dos Comerciantes do Pelourinho, Lenner Cunha.

A Pousada Solar dos Romanos, que fica no Pelourinho, tinha apenas um de seus 24 quartos ocupados na quarta-feira (30). E apenas uma reserva feita para o período do feriado todas as outras foram canceladas pelos turistas que viriam.

Dono da pousada, o empresário Eduardo Estival, 38, afirma que, num cenário normal, a pousada estaria praticamente lotada, tanto com turistas que viriam para Salvador quanto com aqueles em trânsito para outras praias do litoral baiano, como Morro de São Paulo.

“Não esperava nunca um negócio desses. Acho que enquanto a situação não se resolver completamente, ninguém vai arriscar viajar”, afirmou Estival, que se disse preocupado devido à folha de pagamento dos funcionários que teria que pagar no início do mês.

Também houve impacto no sul da Bahia, onde o aeroporto de Ilhéus ficou quase uma semana sem pousos e decolagens por falta de combustível. A região é porta de entrada de praias badaladas do sul da Bahia como Itacaré e Barra Grande.

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Governo cancela gastos e corta benefícios para garantir diesel mais barato

Não existe almoço grátis. Melhor dizendo, não existe desconto em combustível de graça. Para compensar os R$ 0,46 que vão sair do preço do óleo diesel, o governo tomou medidas que, na prática, elevarão a arrecadação de impostos de exportadores, indústria de refrigerantes e indústria química. Para chegar aos R$ 9,6 bilhões, que é o quanto a União vai deixar de arrecadar, ainda foram reduzidos recursos, por exemplo, para programas ligados às áreas de saúde e educação.

Ao lado da aprovação da reoneração da folha de pagamento, que já foi votada na Câmara, as medidas permitirão um ganho de R$ 4 bilhões, o que compensará a redução na tributação do diesel: a isenção da Cide e a redução de R$ 0,11 do PIS/Cofins.

O governo ainda cancelou R$ 3,4 bilhões em despesas do Orçamento deste ano. O conjunto de medidas, bastante criticado pelo setor produtivo, foi publicado ontem numa edição extra do Diário Oficial da União.

As medidas
O Reintegra devolvia 2% do valor exportado em produtos manufaturados através de créditos de PIS/Cofins. Esse percentual foi reduzido para 0,1%, o que gerará R$ 2,27 bilhões aos cofres do governo até o final do ano.

A redução da alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre concentrados de refrigerantes de 20% para 4% permitirá o ganho de R$  740 milhões até dezembro, porque os fabricantes gerarão menos créditos para abaterem impostos.

A alteração da tributação de um programa para a indústria química, o Regime Especial da Indústria Química, aumentará receitas em R$ 170 milhões. Quando a empresa importava, pagava 5,6% de PIS/Cofins e recebia um crédito de 9,25%. Essa “sobra” de 3,65%, que era usada para abatimento de outros impostos, foi extinta.

No caso da reoneração da folha de pagamento, que segundo o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, isentará um número menor de setores do que o aprovado na Câmara, o ganho até o final do ano será de R$ 830 milhões.

O projeto de lei aprovado na Câmara previa que 28 setores estariam isentos da reoneração da folha. Mas o presidente Michel Temer vetou 11 desses setores, o que deixou 17 com isenção. Entre os que mantiveram o benefício estão calçados, construção civil, fabricação de veículos, transporte rodoviário e indústria têxtil.

Corte de programas
O governo ainda anunciou um corte de despesas que chega aos R$ 3,4 bilhões para compensar o programa de subsídios ao diesel.

Esse valor foi alcançado com o cancelamento de uma reserva para capitalização de estatais, de R$ 2,1 bilhões, e o corte de recursos previstos para uma série de programas (R$ 1,2 bilhão).

Ironia do destino, para atender os caminhoneiros, os programas de transporte terrestre do Ministério dos Transportes, que envolvem adequação e construção de 40 obras, perderam R$ 368,9 milhões em recursos.

Ainda foram reduzidos recursos, por exemplo, para programas como prevenção e repressão ao tráfico de drogas (R$ 4,1 milhões), concessão de bolsas de um programa de estímulo ao fortalecimento de instituições de ensino superior (R$ 55,1 milhões), policiamento ostensivo e rodovias e estradas federais (R$ 1,5 milhão) e fortalecimento do sistema único de saúde, com R$ 135 milhões.

Por outro lado, foram criados recursos para o programa “operações de garantia da lei e da ordem”, com o objetivo de desobstruir estradas, no valor de R$ 80 milhões.

Queixas
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, avaliou  que a indústria é o setor que vai pagar a conta das medidas tributárias anunciadas para bancar o diesel mais barato para os caminhoneiros.

“O problema é que o governo está querendo pagar a conta do subsídio ao diesel tirando incentivos muito importantes para a indústria. E sempre ela que está sendo penalizada”, afirmou, de Genebra (Suiça), onde participará de uma reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Robson Andrade ressaltou que a indústria paga 32% dos impostos federais e chegou a sugerir que as medidas atingissem outros setores que pagam menos tributos, como a agricultura. “Temos alertado o governo. A CNI teve uma reunião hoje com o governo mostrando os prejuízos que a indústria teve. Isso (as medidas) vai piorar muito a situação das empresas que exportam”, criticou.

Os exportadores avaliam recorrer à Justiça contra a decisão do governo. Para a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), as medidas são um retrocesso e podem comprometer a intenção de fortalecer a indústria nacional.

Correio

Posto que não baixar preço do diesel pode ser multado e interditado

O governo firmará um acordo com a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) para garantir o repasse do desconto de R$ 0,46 no litro do óleo diesel ao consumidor.

Em um Termo de Cooperação Técnica, governo – por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) –, federação e distribuidoras se comprometem a fazer o desconto chegar na bomba de combustível.

O acordo será assinado amanhã (1º), às 11h, no Ministério de Minas e Energia e foi anunciado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, em entrevista coletiva na noite de hoje (31) no Palácio do Planalto.

Padilha destacouas punições possíveis àqueles que não repassarem o desconto: multas de até R$ 9,4 milhões, suspensão temporária das atividades, interdição dos estabelecimentos e até mesmo cassação da licença.

A fiscalização será realizada pelos Procons estaduais. Caso um consumidor, ao abastecer com diesel, verificar a não aplicação do desconto, poderá fazer a denúncia ao Procon.

Padilha informou ainda que um número de telefone será usado como canal de comunicação para essas denúncias.

Sem caminhões parados em rodovias federais

De acordo com o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Renato Dias, não existe mais nenhum ponto de aglomeração dos caminhoneiros nas rodovias federais. Dias fez um apelo para que os caminhoneiros fiquem atentos a lideranças que incitam novas paralisações.

“A pauta foi exaurida. O governo está garantindo os R$ 0,46 na bomba. Não deixem que falsos líderes com interesses diversos dos interesses do caminhoneiros usem vocês para agitar e fazer baderna nas rodovias federais”.

Dias destacou que podem haver eventuais interdições parciais em rodovias, mas não significam que se trata do mesmo movimento. De acordo com ele, a PRF lida com interdições diariamente, provocadas por motivos diversos.

Bocão

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