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:: ‘Bahia’

Grande ameaça à produção do cacau na América Latina se aproxima do Brasil

A grande ameaça para a produção de cacau na América Latina nunca esteve tão perto das plantações brasileiras. Desde que um foco da praga chamada de monilíase foi confirmado no município de Filadélfia, na Bolívia, em janeiro deste ano, os pesquisadores afirmam que é apenas uma questão de tempo até invadir plantações brasileiras.

A doença ameaça causar um dos piores desastres fitossanitários e econômicos da agricultura. A plantação afetada fica a poucos quilômetros de Brasiléia, no Acre. Segundo especialistas em defesa agropecuária, o fungo causador da doença se propaga com o vento e pode chegar a qualquer momento no Brasil.

“Se o risco antes já era alto, agora ele está batendo na nossa porta. Apesar de ainda não estarmos em Estado de Alerta oficial, já estamos em uma situação de atenção fitossanitária. É como se a gente ligasse a luz amarela. E, a qualquer momento, pode ser decretado o Alerta Fitossanitário na Bahia e em outros estados do Brasil. O Acre já decretou”, afirma Catarina Cotrim Mattos, coordenadora do Programa de Prevenção à Monilíase do Cacaueiro da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

O foco está numa região de grande fluxo de pessoas, o que aumenta os riscos de disseminação. “Este foco mais recente está em uma área de risco altíssimo. Existe uma rodovia do lado boliviano com malha viária intensa, onde as pessoas costumam circular para fazer compras. Por isso, a qualquer momento ele pode chegar pelo trânsito de pessoas, já que o fungo pode estar na roupa ou sapato de quem teve contato com fruto infectado”, alerta Catarina.

Infografia: Morgana Miranda/CORREIO

Golpe fatal
As plantações com maior risco estão no Norte, principalmente no Acre e no Pará, maior produtor de cacau do Brasil atualmente. Mas, as amêndoas colhidas nestes estados são trazidas para beneficiamento nas três indústrias moageiras de Ilhéus, na Bahia, responsáveis pelo beneficiamento de 96% do cacau produzido no Brasil.

O fungo pode vir no fruto ou através de pessoas que tenham tido contato com o cacau afetado no campo. Produtores rurais baianos também consideram a chegada da doença inevitável e preocupante.

“Temos consciência de que não vamos conseguir evitar a entrada da monilíase. Esse fungo vai comprometer por completo a retomada da região. Chegando, vai ser o golpe fatal na cacauicultura do estado da Bahia. Se chegar do jeito que o setor está, a cacauicultura fecha as portas”, alerta o vice-presidente de Desenvolvimento Agropecuário da Federação de Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Guilherme Moura.

Defesa agropecuária
O reforço na defesa agropecuária é apontado como crucial para tentar amenizar os danos econômicos, sociais e ambientais que vão ser provocados pela praga.

“Onde a monilíase chegou, ela dizimou toda a produção. Se houver um controle, você tem perdas em torno de 30% dos frutos; se não houver, perde 100%. Vamos ter de intensificar a nossa vigilância”, acrescenta Catarina Mattos.

As autoridades bolivianas garantem que estão fiscalizando o trânsito de pessoas na fronteira. As pessoas estão sendo orientadas a não transportar frutas, mudas e sementes e a isolar roupas, sapatos e botas caso tenham circulado por áreas agrícolas. Equipamentos eletrônicos, como máquinas fotográficas, precisam sem higienizados.

Na Bahia a principal área de monitoramento atinge os 170 mil hectares de cacau, do Recôncavo ao Extremo Sul. A Adab afirma que vem intensificando a fiscalização desde 2007, quando implantou um Projeto de Prevenção à Monilíase. O programa prevê incentivo as pesquisas, assistência técnica, capacitação, extensão rural e educação fitossanitária à população. Segundo a coordenação do órgão, 350 propriedades rurais estão sendo monitoradas em parceria com a Ceplac.

A ameaça é tão concreta, que a monilíase foi a primeira praga a ter um Plano de Contingência traçado pelo Ministério da Agricultura, pecuária e Abastecimento (Mapa), entre as mais de 600 pragas listadas pelo órgão. Ao todo, 112 fiscais de defesa agropecuária estão prontos para atuar em caso de invasão da praga nos estados da Bahia, Pará, Rondônia, Acre e Amazônia.

Os produtores rurais foram alertados. Em caso de suspeita, é preciso isolar a área, não permitir a entrada de curiosos e avisar imediatamente os órgãos de defesa agropecuária.

Infografia: Morgana Miranda/CORREIO

Fortalecimento
Os cacauicultores baianos ainda estão entre os maiores produtores do mundo. Mas o setor cacaueiro nunca se recuperou completamente da crise gerada pela vassoura-de-bruxa. Apesar de sinais de recuperação, a produção caiu vertiginosamente nos últimos anos.

Os produtores rurais alegam que os planos de recuperação desenvolvidos nos anos 1990 não surtiram efeito, por vários motivos, entre eles, a falta de tecnologia adequada e a ausência de uma política pública eficiente.

Ano passado, por causa das condições climáticas desfavoráveis, o setor registrou uma das maiores quedas de produção na Bahia. Produziu menos de 100 mil toneladas, abaixo do registrado no auge da vassoura-de-bruxa. A chegada de uma nova praga faz renascer velhos fantasmas e cria novos desafios.

“É preciso fortalecer a cacauicultura, para que ela volte a ser uma atividade próspera, para que esteja fortalecida quando a monilíase chegar. O que a gente precisa é voltar a produzir cacau, com alta produtividade. Isso passa pelas questões clássicas da agropecuária, como a volta do crédito”, defende Moura, que também é cacauicultor e Presidente da Câmara Setorial do Cacau do Mapa.

O endividamento total do setor chega a R$ 2 bilhões, segundo dados da Federação de Agricultura do Estado da Bahia (Faeb). Semana passada, a Confederação Nacional da Agricultura apresentou uma nova proposta de renegociação da dívida.

Já o Ministério da Integração Nacional anunciou esta semana o lançamento da “Rota do Cacau” – que promete fortalecer as cadeias produtivas. O acesso ao crédito e consequente aumento da produção também são apontados como forma de ajuda a combater a entrada de pragas.

Alerta desde os anos 80
Desde os anos 1980, o pesquisador indiano Asha Ram, especialista em doenças epidemiológicas, integrante da Comissão da Lavoura Cacaueira do Ministério da Agricultura (Ceplac), já alertava para o risco do fungo monília chegar ao Brasil.

Com base nas pesquisas dele, o brasileiro Roberto Sgrillo, em 2008, conseguiu traçar o comportamento da monilíase e provar, matematicamente, que o fungo avança cerca de 106 quilômetros por ano. Sgrillo também teria previsto que a monilíase chegaria pelo Acre. Acertou.

São estes estudos iniciais que servem de base para as pesquisas atuais. As iniciativas envolvem dezenas de órgãos científicos, além de representantes da defesa agropecuária do Brasil, e de países como Peru, Equador, Costa Rica, França e Austrália.

Na Ceplac, há pelo menos dez grandes pesquisas em andamento. Segundo a Coordenadora do Programa Preventivo da Monilíase, Karina Gramacho, “as pesquisas estão ocorrendo em conjunto. O que sabemos até agora é que não existe no mundo um fungicida que controle a doença. A solução envolve o manejo integrado de pragas, com a adoção de práticas conjuntas para diminuir o impacto da doença pós-invasão, redução das rotas de risco, expansão da prevenção e melhoramento genético das plantas”, diz.

A vedete do programa é a pesquisa com plantas resistentes a monilíase. Elas foram encontradas na Costa Rica. Através de um programa de cooperação com o Catie, centro costa-riquenho de pesquisa, algumas mudas foram trazidas para o Brasil em 2014. Há dois anos, depois de uma quarentena em uma unidade da Embrapa em Brasília, os clones chegaram ao Sul da Bahia. Em Ilhéus, elas foram cruzadas com plantas resistentes a vassoura-de-bruxa. Segundo o coordenador da pesquisa, Uilson Lopes, 200 mudas já plantadas estão sendo testadas em fazendas da Bahia. Mas ainda não há previsão para a conclusão do estudo.

As pesquisas em andamento estão sendo financiadas por instituições como a Capes, CNPQ e a Fapesb. Mas pesquisadores afirmam que 90% das verbas federais foram reduzidas nos últimos três anos. Falta verba para levantamento de dados em campo e viagens de reconhecimento, consideradas essenciais para o avanço das pesquisas.

Monilíase pode destruir até 100% dos frutos do cacau
(Foto: Asha Ram/Ceplac/Divulgação)

Safras destruídas
Por onde passou, a monilíase assolou a produção e provocou a ruína de muitos cacauicultores. No Equador, a produção caiu de 70 mil toneladas para 10 mil e o país perdeu a condição de produtor mundial de cacau. Na Colômbia, a incidência chegou a 90% das plantações.

Na Costa Rica, a produtividade despencou de 700 quilos por hectare para apenas cinco quilos por hectare, enquanto 35% dos produtores costarriquenhos abandonaram as lavouras. Já no Peru, as perdas foram de até 100% das lavouras.

Em todos estes países, o processo de retorno do cultivo foi lento e nenhum deles conseguiu retomar a pujança anterior de produção. Uma das ações de combate à doença prevê o recolhimento diário de todos os frutos que apresentam sintomas e isso envolve altos custos com mão de obra.

De acordo com as autoridades brasileiras, os riscos do “broto inchado” chegar ao Brasil são remotos. Esta outra praga estaria obrigando os cacauicultores da Costa do Marfim, maior produtor de cacau do mundo, a destruírem 100 mil hectares de cacau para evitar o avanço da doença.

Mas, segundo a análise de risco do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), apesar do Brasil importar cacau do país africano, a praga não tem como chegar aqui.

De acordo com os técnicos, a doença é provocada por um vírus que precisa de um hospedeiro vivo e que não tem capacidade de sobreviver no processo de transporte através do Atlântico. Ademais, o vetor seria a cochonilla, um bichinho que ataca as plantas e que não sobrevive no processo de beneficiamento do cacau.

Cerca de 96% do cacau produzido no Brasil é beneficiado em Ilhéus, na Bahia
(Foto: Georgina Maynart/CORREIO)

Cadeia essencial
A cadeia do Cacau é uma das maiores do setor produtivo brasileiro, com forte participação no PIB. Ano passado, injetou mais de R$ 23 bilhões na economia, oscilando entre o 3º e o 6º maior Valor Bruto de Produção. Só as três maiores indústrias moageiras do Brasil, em Ilhéus, exportaram mais de R$ 1 bilhão em derivados em 2017.

Com o mercado interno de consumo de chocolate crescente, o setor reúne 30 mil produtores rurais – 80% são cacauicultores de pequeno porte, que possuem fazendas com menos de 50 hectares.

Mas, a produção é desigual entre as regiões. Entre os municípios de Gandu, Ipiaú, Camacã, Ubaitaba, Ilhéus e Itabuna, o predomínio é do sistema Cabruca, em sombra e sem irrigação. Com pouca tecnologia, a produtividade é baixa, cerca de 15 arrobas por hectare, menos da metade dos produtores do Pará.

Já no Extremo Sul da Bahia, as plantações são a pleno sol, possuem maior uso de tecnologia, o plantio é irrigado e a produtividade é alta. Há também produção de cacau irrigado no oeste da Bahia, em menor escala.

Nas agroindústrias, a amêndoa de cacau é separada em 50% gordura e 50% sólido. A gordura vira manteiga e a parte sólida é transformada em pó de cacau. O derivado principal é o líquor, o chocolate puro em forma líquida homogênea. A manteiga tem amplo uso, inclusive para fazer cosméticos, como batons.

Outra tendência é a segmentação do setor. Estima-se que existam atualmente na Bahia cerca de 70 marcas de chocolate de fabricação própria, os chamados chocolates gourmet. Cada vez mais procurados pelos consumidores, apontam para um mercado em expansão. Entre os 18 e 22 de julho, este potencial será mostrado no Festival Internacional do Chocolate e Cacau, em Ilhéus.

Correio

PDT terá Popó como candidato ao senado.

SUPLENTE1 BSB DF – ACELINO FREITAS/POSSE – Nacional – O ex-campeao mundial de boxe, Acelino Freitas (PRB/BA), o Popó, toma posse como deputado, no plenário da Camara dos Deputados, em Brasilia. 03/02/2011. Foto: DIDA SAMPAIO/AE

O ex-pugilista e ex-deputado federal Popó de Freitas foi lançado, há duas semanas, como pré-candidato a Senador pelo PDT baiano. A pretensão dele tem o aval da cúpula pedetista no Estado.

Hoje (21), o comentário era de que a pressão por vaga ao Senado é estratégia pedetista para criar as condições para fazer, ao menos, dois deputados federais e não coligar para a disputa por vaga à Assembleia Legislativa. Já Popó disputaria, na verdade, uma vaga à Câmara dos Deputados.

Popó descarta concorrer a um novo mandato como deputado federal. Segundo ele, se não for para disputar vaga ao Senado, estará fora da peleja de 2018. Nas redes sociais, aproveita para distribuir material com críticas ao ex-governador Jaques Wagner, também pré-candidato ao Senado, e imagens de obras executadas com recursos de emendas de sua autoria do período quando foi parlamentar federal.

Piment

Polo de Camaçari perdeu R$ 86 milhões só com navios atracados em 2017

O Polo de Camaçari fará aniversário no próximo dia 29 com um número que entrega a falta de infraestrutura no estado com a qual tem a indústria tem convivido nas últimas quatro décadas. No ano passado, o complexo perdeu pelo menos R$ 86 milhões com o pagamento de estadias de navios internacionais no Porto de Aratu, o qual não tem a devida capacidade de escoamento da produção, como explica o superintendente geral do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic), Mauro Pereira.

“O Porto de Aratu, por exemplo, é muito deficiente. Ele não tem condições de carregar ou descarregar muitos navios. E quando um navio fica muito tempo parado, a gente tem que pagar estadia. Esse dinheiro que se perde encarece muito os produtos e faz com que a gente não consiga competir com outras empresas”, pontua ele.

Com estoque de sangue em estado crítico, PMs fazem doação ao Hemoba

Logo agora com a chegada do São João, período em que mais pessoas se acidentam, seja nas estradas ou no contato com fogos de artifício, a quantidade de sangue em estoque na Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) é mais preocupante. Sobretudo a situação dos tipos sanguíneos mais raros como o A-, O- e O+, que é considerada crítica.

No entanto, nesta quarta-feira (14), 635 policiais militares de todo o estado foram até os hemocentros para tentar ajudar a aumentar os estoques, bem como chamar a atenção da população para a importância da doação.

A policial Marcela Miranda é doadora de sangue há três anos e não deve deixar de ajudar o Hemoba tão cedo.

A PM diz que tenta ficar calma na hora de retirar o sangue. “Eu tenho que me acalmar antes, porque às vezes dói um pouco”, admite, mas sem perder o bom humor.

Já o policial Magno Wenderson Rodrigues deixou de doar há dois anos e, agora, resolveu voltar. “Eu doava periodicamente, mas parei. Hoje voltei a ajudar as pessoas que estão precisando de sangue”, disse ele, exaltando a importância da campanha.

Estoque
No Hemoba, em Salvador, existem quatro legendas para classificar a quantidade de sangue disponível para transfusão, de acordo com Marinho Marques, médico e diretor-geral da fundação. Os tipos sanguíneos B-, O-, B+ e O+ receberam a legenda de “estado crítico”. Já o A- encontra-se com uma quantidade “em alerta”. Os tipos sanguíneos A+, AB- e AB+ estão com uma reserva “estável”.

Embora essa seja uma época em que mais se precisa de sangue em estoque, esse período é, também, quando menos pessoas procuram os hemocentros para doar.

Como doar
Para fazer a doação, os interessados devem procurar os hemocentros com um documento de identidade – não vale crachá e carteira de estudante -, e ter entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos só na companhia de um responsável. Também é preciso ter acima de 50 quilos e não ter tido resfriado e febre nos últimos 15 dias.

No hemocentro, o paciente passa por uma triagem médica para saber o tipo sanguíneo e as condições de saúde. Nesse caso, o interessado na doação precisa preencher um formulário com algumas perguntas, como por exemplo: você fez tatuagem recente? Se expôs em alguma situação de risco?

Após coletado o sangue, os médicos analisam o material para saber as condições do doador. Só depois é feita a transfusão, sobretudo para pacientes que sofrem com algum problema na medula, anemia falciforme e traumas.

Correio

‘A bala não foi de raspão, e quando pediram para parar, paramos’, diz ator

“Leno Sacramento, presente”. Mesmo abalado psicologicamente, foi o próprio ator do Bando de Teatro Olodum quem deu a mensagem – está bem fisicamente, está vivo. Mas, numa semana com notícias que iam desde o assassinato de 30 homens – a maioria negros – em apenas dois dias até um menino negro de 12 anos sendo impedido de comer em um shopping, a resposta vem com uma reflexão maior.

A frase foi postada por Leno em seu perfil no Instagram, na madrugada desta quinta-feira (14), menos de 12 horas após ele ter sido baleado em uma abordagem policial na Avenida Sete de Setembro, próximo à Casa d’Itália, na tarde dessa quarta-feira (13).

Depois, já no meio da manhã desta quinta, Leno e o cenógrafo Garley Souza, que estava com o ator no momento da abordagem, participaram de um manifesto do Bando de Teatro Olodum, no Teatro Vila Velha, que fica na mesma região.

Nem Leno, nem Garley falaram com a imprensa. O advogado dos dois, Cleifson Dias, explicou que eles foram orientados a se manifestar somente através da via jurídica. Querem preservá-los até que saibam “qual será a versão produzida” pelas forças de segurança para o que aconteceu.

A versão de Leno só deve ser completamente conhecida após o depoimento à polícia – ele e Garley devem ser ouvidos nesta sexta-feira (15).

Para o advogado, no entanto, não há dúvidas de que a situação tenha começado a partir do que chamou de “mais uma abordagem ilegal e desastrosa promovida por agentes da Secretaria da Segurança Pública”.

Racismo institucional
Ele defendeu que a atitude dos policiais configura racismo institucional, além de tentativa de homicídio. Ou seja, Leno foi baleado por ser negro. E o racismo, explica, não está apenas em uma declaração, por exemplo, como pode estar na atuação de uma instituição.

Ainda de acordo com ele, a defesa ainda não teve acesso às declarações de uma pessoa que teria sido vítima de assalto na região – chegaram a ver, mas não tiveram acesso a nenhuma cópia do depoimento.

“Vamos buscar todos os fatos necessários para uma defesa técnica. Consideramos que o princípio da preservação da vida não pode ser superado por nenhum outro princípio, nem mesmo da segurança coletiva. Não vale afirmar que, em nome da segurança, o estado promova o homicídio de pessoas”, criticou o advogado.

Correio

Graças ao pré candidato a Deputado Federal, Dr. Cosme Araújo, Ilhéus terá câmeras de segurança!

Na ultima segunda feira (11) a prefeitura de Ilhéus, se reuniu na sede da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia, na capital baiana, com o Tenente Luciano Jovita, coordenador do Centro Integrado de Comunicação (Cicon Regional Sul) e o Coronel Antônio Magalhães, Superintendente do órgão, para formatar um convenio de cooperativa técnica entre o Governo do Estado e o município, visando a integração das forças de segurança através do vídeo monitoramento da cidade.

Na oportunidade foi discutida a proposta de dotar Ilhéus de 90 câmeras de vídeo de alta resolução, distribuídas na área operacional das três Companhias Independentes da Polícia Militar localizadas em Ilhéus.

O sistema terá o monitoramento do Cicon regional onde, em tempo real, as informações e ocorrências serão repassadas para a Policia Militar, Polícia Civil, Polícia Técnica e Sutran.

A ideia, que pretende trazer aos cidadãos mais segurança, teve origem no mandato do então parlamentar, Dr. Cosme Araújo, que já em 2014, havia compreendido a necessidade de Ilhéus em fortalecer o seu sistema de monitoramento, para melhor proteger os cidadãos.

“Ilhéus é uma cidade turística, com ampla extensão territorial, com ramificações em suas geografia que favorece a entrada e saída de criminosos. Quando criei  a lei nº 3.710/14, foi justamente em fortalecer o sistema de segurança publica, garantindo meios mais modernos para que haja o monitoramento mais eficiente por parte da policia e assim respostas exitosas aos cidadãos ilheenses”, disse Dr.Cosme Araújo, que segue sua vida politica pautando a garantia dos direitos dos cidadãos unidos a defesa da ordem publica.

” Vamos trabalhar para que esta lei seja levada a esferas maiores, e que todas as cidades brasileiras, possam contar com este aparato tecnológico para favorecer o trabalho da policia“, concluiu o Defensor do Povo, Dr. Cosme Araújo.

por Caliana Mesquita

 

CÃES DA RAÇA PIT BULL MATA AGRICULTOR E DONO DOS ANIMAIS RESPONDERÁ POR HOMICÍDIO

O dono dos cães que atacaram e mataram o agricultor Antônio Lima dos Santos, de 50 anos, vai responder a um processo por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A informação é da Polícia Civil.

Antônio foi mordido por cães da raça pit bull na noite de quinta-feira (7), mas o corpo dele só foi encontrado na sexta (8). O ataque ocorreu quando a vítima passava em frente a um sítio na zona rural de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia.

Uma perícia foi realizada no sítio no sábado (9). Informações preliminares apontam que o animais pularam a cerca da propriedade, no entanto, a polícia ainda não tem detalhes de como os cães deixaram o local. Também não há informações do depoimento do dono dos cães, que foi ouvido na sexta-feira.

De acordo com a polícia, ao menos três cães morderam Antônio Lima dos Santos. O corpo dele achado por vizinhos, na estrada ao lado do sítio, e foi levado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da cidade. Segundo moradores da região, apenas uma tela separa o sítio da rua. Do G1.

POLICIAL TEVE CORPO MUTILADO ANTES DE SER MORTO POR TRAFICANTES EM SALVADOR

“O que fizeram com ele não se faz nem com um gado de abate”. A frase é de um amigo do policial militar Gustavo Gonzaga da Silva, 44 anos, assassinado na madrugada do sábado (9) por traficantes no bairro da Santa Cruz, em Salvador.

Gonzaga estava voltando para casa depois do trabalho e dava carona para um amigo de infância, identificado como “Jai”, quando foi abordado por três traficantes. Os autores do crime foram identificados como Choquito, Keka e Leno.

O PM foi torturado e teve o corpo mutilado antes de ser morto pelos criminosos, informa o Correio24h. Gonzaga ainda recebeu vários tiros na cabeça. “Eu nunca vi isso. Tem gente que tá há mais de 30 anos na polícia e nunca viu alguém ser morto dessa forma”, diz um colega do policial.

Os autores do crime chegaram a arrancar o coração da vítima e deixaram o órgão na região do Nordeste de Amaralina, em uma localidade conhecida como Boqueirão, a mais de 1 km onde Gonzaga foi morto.

‘Jai’, que estava com Gonzaga, teria fugido no momento do crime e ainda não apareceu para prestar depoimento. “Era uma grande amigo dele, a família toda conhece. Ele que tava junto. Ele tem que falar”, diz um familiar do policial.

“O cara sumiu. Abriu um buraco no chão e desapareceu”, reclama um amigo da vítima, que não aponta Jai como participante do crime, mas quer que ele preste depoimento. “Está tudo muito estranho”. Mesmo questionando o sumiço, amigos e policiais militares ouvidos pelo CORREIO acreditam que Jai não participou do crime.

Na manhã de sábado (9), a polícia matou um suspeito de participar do assassinato do PM. Identificado como ‘Budigo’, foi encontrado na Rua dos Posseiros com revólver, munições e drogas e atirou contra a polícia. Em seguida, teria ocorrido uma troca de tiros, ele acabou atingido e não resistiu.

MORTES

Muito abalada, Kelly, de 23 anos, a filha mais velha de Gonzaga, se limitou a dizer que o pai era “um bom policial”. A irmã de 15 anos está em choque.

Gonzaga foi o segundo policial morto em pouco mais de 24 horas em Salvador. O também cabo da PM José Luiz da Hora, 51 anos, foi morto na noite da última quinta-feira (7) no Subúrbio Ferroviário. No final da tarde da última sexta, Gonzaga compareceu ao enterro do colega, no cemitério Bosque da Paz.

O tenente-coronel Moreno, comandante do Batalhão de Polícia de Guarda da Polícia Militar (BG), esteve ao lado dele no enterro na sexta, muito emocionado, e neste domingo disse que estava de luto pela morte dos dois policiais.

“O policial militar jura defender a sociedade colocando em risco a própria vida. Temos que manter serenidade, ficar tristes e enlutados. O que esperar? Foi uma barbaridade, uma execução que nem nos tempos medievais acontecia”.

“Já virou rotina. A gente nem pensa nisso senão não sai de casa, não vive. Mas cada colega que tem a vida ceifada é como se tirassem um membro do nosso corpo”, diz um PM amigo da vítima.

Ladrão tenta roubar ônibus que já estava sendo assaltado; passageiros bateram nos dois

 

Caso aconteceu na região do Santo Antônio do Carmo, nas proximidades do largo, no Centro de Salvador.

Dois homens foram espancados por  passageiros de um ônibus, no final da manhã desta quinta-feira (7), enquanto tentavam assaltar o mesmo coletivo na rua Santo Antônio do Carmo, nas proximidades do largo, no Centro de Salvador.

De acordo com informações do Posto da Polícia Civil do Hospital Geral do Estado (HGE), Maurino dos Santos Mendes anunciou o assalto aos passageiros por volta das 11h.

Ao perceber que estavam roubando o mesmo ônibus, os dois tentaram fugir. Dizem que ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão – nesse caso, no entanto, o ditado popular não se cumpriu.

Os passageiros surpreenderam os dois suspeitos. Vanderson foi agredido com socos e pontapés e encaminhado logo em seguida para o HGE por viaturas da polícia. O suspeito permanece internado no setor  ortopédico.

Maurino também foi agredido, mas teve lesões leves. Ele foi conduzido para Grupo Especial de Repressão a Roubos em Coletivos (GEERC). Procurada, a Polícia Civil não se pronunciou sobre o fato.

Correio

JUSTIÇA INTERDITA PRESÍDIO DE BARREIRAS E DETERMINA RETORNO DE INTERNOS PARA ITABUNA

A Justiça em Barreiras acatou ação do Ministério Público e determinou a interdição parcial do Presídio de Barreiras, além do retorno de 93 internos do Conjunto Penal de Itabuna que foram transferidos, em maio, para o oeste baiano. A decisão é do juiz Lazaro de Souza Sobrinho, da Vara do Júri e Execuções Penais de Barreiras.

O magistrado proibiu o “ingresso de novos custodiados, provisórios ou definitivos” e ordenou o retorno dos presos tanto da comarca de Ilhéus como da de Vitória da Conquista “e outras comarcas que inicialmente não faziam parte da competência”. Os presos oriundos de Ilhéus estavam no presídio itabunense antes da decisão da corregedora.

CORREGEDORIA DO TJ-BA

A decisão do magistrado de Barreiras vai de encontro a uma decisão da Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça da Bahia. A transferência de Itabuna para o oeste do Estado foi determinada pela corregedora-geral, desembargadora Maria Teixeira Almeida César Santos, em 16 de abril.

Pimenta

PAU BRASIL: ÍNDIOS PATAXÓS SÓ LIBERAM MÁQUINAS DA PREFEITURA APÓS TÉRMINO DO SERVIÇO

A prefeitura de Pau Brasil e os índios Pataxó Hãhãhãe estão num impasse. A prefeitura segundo os indígenas não tem prestado serviço de manutenção das estradas na região da Água Vermelha, mesmo depois de vários acordos o serviço não vem sendo realizado, na última segunda-feira feira os índios reteram as máquinas, porque segundo eles se a máquina voltasse para Pau Brasil, as máquinas e os funcionários poderiam sofrer acidentes.

A estrada liga Pau Brasil a região de Água Vermelha, cacau, hortaliças, bananas, leite e outros produtos são transportados por esta estrada. Segundo o vereador Nego Elder, que esteve no local, a situação é crítica e aponta que a melhor saída, seria uma negociação,  pois a situação da estrada ficou insustentável, e essa situação são equivalentes às outras estradas vicinais na cidade.

Políticos do Sul

Homem que teve braço ‘esmagado’ por escultura em Pituaçu receberá R$ 50 mil

Tirar uma selfie junto a uma obra de arte pode ser perigoso e até deixar marcas que não dá pra apagar. Thiago Nascimento sabe bem disso, afinal, acabou lesionado no Parque de Pituaçu, em Salvador, após subir em uma escultura para tirar foto. O monumento, de autoria de Mário Cravo Júnior, caiu sobre ele prendendo seu braço por um longo tempo e resultando em fratura exposta.

O acidente ocorreu em 5 de outubro de 2009 e, no último dia 24, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) condenou o Estado da Bahia, responsável pela administração do parque, a pagar R$ 50 mil por danos morais e estéticos à vítima, além de R$ 216,26 por danos materiais. A decisão foi publicada no diário eletrônico do TJ-BA no último dia 29.

 A vítima, que não teve profissão e idade divulgados, foi representada pelos advogados Juliana Ramos Oliva e Renato Souza Aragão. Na defesa, eles alegaram que Thiago não sabia dos riscos, já que no local do acidente não havia sinalização proibindo aproximação ou toque nas esculturas.

A vítima afirmou, no processo, que após o acidente precisou passar por diversas cirurgias ortopédicas no Hospital Geral do Estado (HGE), e que parte da pele da sua perna teve que ser retirada para a realização de enxerto no braço lesionado.

O acidente resultou em deformidade física permanente do braço direito dele, além de cicatrizes.

O reclamante propôs indenização de R$ 500 mil por danos materiais e morais. No processo, foi solicitado ainda R$ 400 referente aos salários que Thiago teria deixado de receber no período em que esteve hospitalizado, e R$ 363,47 por danos materiais para reembolso de um travesseiro e outros tratamentos custeados para sua recuperação.

Os advogados da vítima recorreram da decisão da sentença em primeiro grau, que fixou os danos morais e materiais em R$ 50 mil, 10% do valor que havia sido solicitado.

Procurados, os advogados da Renato Aragão Advogados Associados, que representaram a vítima, não se pronunciaram.

Culpa da vítima?
O Estado da Bahia, que foi representado pela procuradora Mariana Matos de Oliveira, alegou que a culpa foi exclusivamente da vítima e que o valor fugia dos princípios da razoabilidade e proporcionalidade.

Por unanimidade, os desembargadores da Primeira Câmara Cível do TJ-BA negaram os recursos e acataram a decisão de primeiro grau.

A turma da 7ª Vara da Fazenda Pública responsabilizou o estado pelo acidente e reduziu as despesas por danos materiais àquelas que foram comprovadas pela vítima através de cupons fiscais.

O governo do estado, através da Secretaria da Comunicação (Secom), afirmou que a procuradoria só vai se manifestar sobre a decisão após notificação do caso.

Correio





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