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Polícia localiza traficante de drogas em Paulo Afonso

O 20º BPM recebeu denúncia anônima, informando que a residência do criminoso estava sendo utilizada como ponto de venda de drogas.

Sidnei Augusto dos Santos, 35 anos, foi preso, na madrugada desta quinta-feira (6), após integrantes do 20º Batalhão de Polícia Militar (BPM/Paulo Afonso) receberem denúncia de que o bandido estocava uma grande quantidade de drogas, numa residência situada no bairro Tancredo Neves.

Foram encontrados um tablete de cocaína, um de crack e 19 de maconha, além de duas balanças, dois rolos de fita, um de papel-alumínio e um de papel filme e R$ 118. “Já estávamos a sua procura, pois já sabermos que ele vinha usando a casa como local para o tráfico de drogas”, contou o comandante do 20º BPM, tenente-coronel Carlos Humberto Moreira.

Sidnei foi encaminhado para a 18ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Paulo Afonso), sendo autuado em flagrante, por tráfico de drogas, pela 1ª Delegacia Territorial local.

Secretário apresenta a deputados PEC capaz de gerar economia de R$ 2 bilhões

Para reverter o quadro devedor, o Governo do Estado elaborou um Plano de Emenda Constitucional (PEC) de Crescimento Sustentável das Despesas. A ideia é equilibrar as contas estaduais e cumprir uma das três exigências do chamado Plano Mansueto, criado pelo Governo Federal para socorrer Estados em calamidade financeira.

O titular da pasta estadual de Planejamento e Finanças, Aldemir Freire, explicou a deputados estaduais, na manhã desta quinta-feira (6), todos os detalhes, perspectivas e impactos da PEC para a saúde financeira do RN. “Precisamos controlar nossas despesas. Com a aprovação da PEC iremos gerar economia de R$ 2 bilhões nos próximos oito anos. Isso nos permitirá obter receita para bancar investimentos, hoje impossíveis de serem feitos diante da situação calamitosa que encontramos nas finanças do Estado”, explicou.

Além de promover o controle de gastos e consequente crescimento sustentável da economia potiguar, a PEC cumpre uma das exigências do Plano de socorro financeiro da União aos Estados. O Plano Mansueto, encaminhado na última terça-feira (4) à apreciação no Congresso, propôs oito medidas de ajuste fiscal para que Estados endividados cumpram pelo menos três. O Governo do Estado tem discutido quais as outras duas medidas irá adotar. A estimativa de Aldemir Freire é de que o RN consiga R$ 1,1 bilhão junto à União para reduzir o montante de restos a pagar.

A expectativa da Seplan é de que a PEC seja aprovada o mais rápido possível para iniciar o equilíbrio das contas e o planejamento para adequação ao Plano Mansueto.

Mortes de negros correspondem a 90,77% do total na Bahia, revela Atlas da Violência

Mortes de negros correspondem a 90,77% do total na Bahia, revela Atlas da Violência

Foto: Divulgação / Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto

Ainda como senadora, a hoje deputada federal Lídice da Mata (PSB) presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Assassinato de Jovens, que foi concluída em 2016. Na época, o relatório do então senador Lindbergh Farias (PT-RJ) concluiu que a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil. Um ano depois, as coisas não estão muito diferentes.

Segundo o Atlas da Violência 2019, que analisou os registros de 2017, dos 65.602 assassinados, 35.783 eram jovens e 49.524 eram negros. Além disso, os números computaram crescimento, em relação ao atlas de 2016.

Na Bahia, da mesma forma. De acordo com a pesquisa, foram 7.487 mortos no total, sendo 4.522 jovens e 6.798 negros. Porém, esses dados são refutados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), que afirma desconhecer a metodologia do atlas, feito Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Com dados de “outros institutos”, o governo do estado informa que foram registrados 6.321 assassinatos naquele ano.

De toda forma, a deputada diz que o resultado da pesquisa é “profundamente lamentável”, já que a CPI indicou a necessidade de um Plano Nacional de Redução de Homicídios de Jovens. “Demonstra que nós avançamos pouco na verdadeira política de combate à violência e à política de prevenção, de capturar a juventude para um projeto de vida”, critica a parlamentar.

Mas Lídice pontua que, para entender essa crescente, é preciso analisar o panorama das regiões no Brasil. O documento aponta para um decréscimo na maioria das regiões do país, exceto no Norte e no Nordeste, que caminham em direção contrária. “Há uma relação direta do crescimento das mortes violentas nos estados do Nordeste e parece-me um deslocamento da disputa do tráfico de drogas que migra do Sudeste para essa região”, analisa a deputada. De fato, o atlas considera a expansão das facções criminosas para outras áreas do país como um fator preponderante para o aumento do número de homicídios nesses locais.

Quanto ao fato de as maiores vítimas serem pessoas e jovens negros, a deputada ressalta que não se trata de mera “coincidência”, mas sim do racismo estrutural vigente na sociedade brasileira. Por isso, ela defende que é preciso combater o preconceito com “políticas de inclusão social, nas áreas mais empobrecidas”.

É esse o mesmo entendimento do movimento Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto, através de uma de suas líderes. Aline Nzinga indica a existência da manutenção de uma política de atuação do governo. Segundo Aline, “a gente vive em um estado de terror”.

 

“Para gente isso é a repercussão de um sistema, e um governo que, já há muitas décadas, permanece na ideia que é a eliminação de um grupo, para proteção da área de outro grupo”, analisa a líder do movimento.

 

O entendimento do grupo é que existe um perfil do criminoso na Bahia, que tem entre 14 a 29 anos, com a maioria negra. Para a ong, todo o investimento da segurança pública é para abater um determinado perfil, com a ideia de “defender e acabar com a criminalidade”. “Mas se for comparar os investimentos da segurança pública com o número de mortos, a conta não bate. Então qual é o real interesse é de eliminação”, critica.

 

“Acho que isso é questão de princípio se existe alguma ideia de política de segurança pública preventiva não é efetivada no estado da Bahia. Se fosse assim não aumentava o número de homicídios”, concluiu.

Presidente do PSL usa empresas que vendem nota fiscal para justificar gastos

Presidente do PSL usa empresas que vendem nota fiscal para justificar gastos

Foto: Reprodução / camara.leg.br

Presidente nacional do PSL, partido de Jair Bolsonaro, o deputado federal Luciano Bivar (PE) apresentou à Câmara e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) notas fiscais de duas empresas que negociam a venda desse tipo de documento.

 

A primeira empresa, ML Serviços de Comunicação, pertence a uma assessora de Luciano Bivar e foi destinatária de R$ 50 mil de verbas da Câmara de 2017 a abril deste ano.

 

Filiada ao PSL desde 2013, a proprietária, Marta Patrícia Heitor Lemos, confirma ter fornecido as notas relativas a 2017 e 2018 sem ter prestado os serviços, que teriam sido feitos, na verdade, por uma outra assessora que não tinha empresa em seu nome.

 

Ela afirma que, anteriormente, a jornalista Maria das Graças de Lima, que morreu neste ano, era a responsável pela assessoria de imprensa do político.

 

“Ela não tinha empresa. Desta forma, eu passava a nota e ela pagava o imposto”, diz Marta Lemos, que afirma ter começado a trabalhar diretamente para o gabinete de Bivar apenas em fevereiro deste ano.

 

A Folha de S.Paulo também teve acesso a uma conversa telefônica gravada em que ela negocia a venda de uma nota fiscal de sua empresa a uma pessoa que se passava por assessor de um deputado federal, mediante comissão de 25% a 30% do valor do documento. O negócio não chegou a ser fechado. Marta confirmou essas negociações e, questionada pela reportagem, disse ter se arrependido.

 

Em anos anteriores, a ML figura como prestadora de serviços de assessoria de comunicação à fundação de estudos e atividades de militância do PSL nacional, com notas mensais no valor de R$ 2.500.

 

Em 2014, a empresa emitiu notas nos valores de R$ 6.868,76 e R$ 5.000 para organizar seminários sobre as eleições daquele ano nas cidades de Recife e Petrolina.

 

É relacionada a essa associação do partido que surge o nome da segunda empresa, a Associação Pró Esporte e Cultural, também de propriedade de uma filiada ao PSL, Giselle Miller do Amaral, que foi candidata a deputada estadual pelo partido em 2014.

 

A Pró Esporte aparece na prestação de contas do PSL nacional como tendo realizado um seminário preparatório às eleições no Rio de Janeiro, em 2014, ao custo de R$ 15 mil.

 

A Folha de S.Paulo também obteve acesso à troca de mensagens entre a dona da empresa e uma pessoa que se passou por assessor de um deputado federal e que adquiriu, mediante comissão, uma nota fiscal fria da Pró Esporte com valor de face de R$ 8.000.

 

O serviço descrito na nota, que jamais existiu, é a realização de seminário sobre participação das mulheres nas eleições de 2020.

 

Nessas conversas, Giselle indica ter fornecido notas frias a Bivar e afirma que sua candidatura em 2014 foi de fachada, apenas para cumprir a cota mínima de candidatas mulheres.

 

Essas notas da fundação foram entregues pelo partido ao Tribunal Superior Eleitoral nas prestações de contas anuais da legenda, como comprovantes do uso que a sigla fez do fundo partidário, o dinheiro público destinado às legendas.

 

De acordo com técnicos da Câmara ouvidos pela reportagem, apresentar à Casa uma nota fiscal que não corresponde à realidade configura, em tese, crime de falsidade ideológica, com pena de um a cinco anos de prisão.

 

Luciano Bivar é fundador do PSL e é tratado como dono da sigla, considerada nanica até o ingresso de Jair Bolsonaro e seus aliados, no início de 2018.

 

O partido recebeu até 2018 cerca de R$ 7 milhões ao ano de fundo partidário, mas, com a onda que elegeu Bolsonaro, passará a ter direito, a partir deste ano, a mais de R$ 100 milhões ao ano — a distribuição do fundo entre os partidos é calculada com base nos votos obtidos por seus candidatos a deputado federal.

 

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a atividade partidária de Bivar — que foi candidato a presidente da República em 2006, tendo obtido apenas 0,06% dos votos — se mistura em alguns pontos com suas atividades empresariais. Dirigentes da sigla são ligados a empresas ligadas a ele. Bivar declarou em 2018 bens no valor de R$ 18 milhões.

 

A Folha de S.Paulo também mostrou em fevereiro que seu grupo político criou candidatas laranjas em Pernambuco que receberam mais de R$ 600 mil de dinheiro público do partido na eleição de 2018.

 

O caso é similar ao revelado pela Folha de S.Paulo em Minas Gerais, cujo diretório do PSL era comandado à época pelo atual ministro de Turismo de Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antônio. Os políticos negam irregularidade. Os dois casos são investigados pela Polícia Federal.

 

OUTRO LADO

Luciano Bivar disse que todos os serviços foram prestados e que Marta trabalha para o partido e seu gabinete há alguns anos.

 

“Então não era ela que dava o serviço profissional? Então vou ter que despedi-la. Como é que ela fazia isso, meu Deus do céu? Se ela que prestava o serviço, falava comigo, mandava as notas dela e ela não prestava o serviço? O que ela fazia, então?”, disse o dirigente, se referindo à afirmação da assessora de que o trabalho era prestado por outra jornalista.

 

“Se ela fez essa confissão, ela é uma proxeneta [intermediária de casos amorosos] da Graça, então”.

 

Segundo o dirigente, Marta prestava serviço de assessoria de imprensa.

 

“Hoje, por exemplo, vou fazer visita em tal lugar. Ela pede umas fotos, pede umas coisas. Ela divulga na imprensa, ela me transmite o que saiu na Folha de S.Paulo, o que saiu no blog de não sei quem. Ela me põe a par de tudo. É uma assessoria de imprensa, entendeu?”.

 

Marta Lemos afirmou que desde fevereiro presta serviços de assessoria de imprensa a Bivar, divulgando seu trabalho legislativo na imprensa de Pernambuco e fazendo o acompanhamento das notícias que dizem respeito ao deputado. Ela disse receber R$ 7.000 mensalmente e que trabalha em casa, no bairro do Fundão, na zona norte do Recife.

 

A jornalista afirma que não precisa de uma grande estrutura para trabalhar e diz que todos os meses entrega a clipagem, conjunto de matérias publicadas na imprensa sobre o cliente, no escritório de Luciano Bivar no Recife.

 

Ela já prestou serviços de comunicação para o PSL e também para o plano de saúde Excelsior, pertencente a Luciano Bivar.

 

A ML tem endereço no bairro de Boa Viagem, zona sul do Recife. “Não há nenhuma ilegalidade. Temos contador e endereço. Uso uma sala lá para fazer reuniões quando necessário. Basta ir lá”, disse.

 

A Folha de S.Paulo esteve no local, que funciona como um espaço de trabalho compartilhado, e confirmou com funcionários que Marta realiza encontros profissionais em uma das salas.

 

A reportagem não localizou Giselle nos endereços que constam em suas notas fiscais. Por telefone, ela não quis responder a perguntas sobre a ligação da sua empresa com o PSL e, dizendo que não responderia a nenhuma pergunta, encerrou a ligação antes que fosse questionada sobre a venda da nota fiscal.

 

CONHEÇA BIVAR

Quem é

Deputado federal por PE e presidente nacional do PSL. Tem 73 anos e é também empresário

 

Chefia do PSL

Bivar comanda a sigla desde 1998 (o partido foi criado em 1994), com algumas licenças temporárias — como na eleição de 2018

 

Candidato à Presidência

Foi o primeiro candidato ao Planalto pelo partido, em 2006. Obteve apenas 0,06% dos votos

 

Esporte

Bivar foi cartola de futebol. Em 2013, confessou que, na função de presidente do Sport Club do Recife, em 2001, pagou propina a dirigentes da CBF para assegurar a convocação de um jogador

 

Laranjas

A Folha de S.Paulo mostrou em fevereiro que seu grupo político criou candidatas laranjas em Pernambuco que receberam mais de R$ 600 mil de dinheiro público do partido na eleição de 2018

‘Você pedia mais’, diz Neymar para Nájila sobre tapas em continuação da conversa

'Você pedia mais', diz Neymar para Nájila sobre tapas em continuação da conversa

Foto: Lucas Figueiredo / CBF

O restante da suposta conversa no WhatsApp entre o atacante Neymar e a modelo Nájila Trindade foi divulgado na noite desta quinta-feira (6), pelas TVs Record e Globo. As mensagens foram trocadas em 16 de maio, dia seguinte a data do suposto estupro. A mulher envia imagem dando a entender que suas nádegas ficaram com marcas vermelhas.

 

“Mas as marcas você foi culpada também (risos). Você pedia mais”, respondeu o jogador.

 

A conversa revelada pela Record e Globo complementam o vídeo que Neymar publicou no seu Instagram no último sábado (1º). As mensagens começam antes do jogador chegar ao quarto do hotel onde a modelo estava hospedada em Paris. Eles conversam depois que ele teria ido embora após uma discussão. A mulher reclamava das atitudes do atleta.

 

Após Neymar dizer que as marcas vermelhas nas nádegas também eram culpa da mulher, ela rebateu: “Tá doido? Eu pedi para parar e você até pediu desculpas, mas agora mais uma pra terapia”.

 

Nájila procurou Neymar após ele ter revelado as conversas no Instagram. “Você não mostrou a conversa toda”, escreveu. Além disso, a modelo também enviou o frame do vídeo que mostra a mulher dando tapas no jogador: “E nem esses detalhes”, completou.

Ex-acionista da Odebrecht vai à Justiça cobrar dívida de R$ 28 milhões

Ex-acionista da Odebrecht vai à Justiça cobrar dívida de R$ 28 milhões

Foto: Divulgação

Um executivo que integrou a cúpula da Odebrecht por mais de uma década decidiu recorrer à Justiça para cobrar do grupo uma dívida superior a R$ 28 milhões, no momento em que o conglomerado enfrenta a mais grave crise financeira de sua história.

Ex-presidente da petroquímica Braskem e da produtora de etanol Atvos, José Carlos Grubisich trabalhou para a Odebrecht de 2001 a 2012 e fez parte do pequeno grupo de executivos de confiança com direito a ações da Odebrecht Investimentos, a holding que controla as empresas do conglomerado.

O valor cobrado corresponde às duas últimas parcelas de um acerto que ele fez ao se desligar do grupo, quando vendeu suas ações aos controladores e aceitou que o pagamento fosse feito em seis parcelas anuais, no valor total de R$ 86 milhões. As ações de Grubisich representavam 0,5% do capital da holding.

De acordo com o relato feito por seus advogados à Justiça, o executivo não recebeu as prestações que deveriam ter sido pagas em 2016 e 2017 e discutiu o problema com dirigentes do conglomerado diversas vezes nos últimos anos, sem sucesso.

Em março do ano passado, Grubisich cobrou diretamente o patriarca da família que controla o grupo empresarial, Emílio Odebrecht, por email. Em resposta, Emílio disse que outros executivos tinham problemas semelhantes e tudo seria resolvido logo.

“Estamos com uma meta de solucionar e implementar todas as pendências junto aos nossos companheiros e ex-companheiros, principalmente, no que trata de rescisões, PLR [Participação nos Lucros e Resultados] etc, entre maio e junho [de 2018]”, escreveu Emílio.

Segundo Grubisich, nada mais aconteceu desde então. Em abril deste ano, seus advogados enviaram à Odebrecht notificações por email, carta e telegrama, cobrando explicações e requisitando informações sobre as finanças da holding do grupo.

O executivo continuou sem resposta e protocolou uma ação na Justiça de São Paulo no dia 3 de maio, para que a Odebrecht seja obrigada a fornecer as informações que pediu. A mensagem que recebeu de Emílio e outros documentos foram anexados à ação.

Procurada pela reportagem, a empresa não quis se manifestar sobre as alegações de Grubisich. “A Odebrecht não comenta assuntos relacionados a ex-integrantes”, disse sua assessoria, por meio de nota. Grubisich não quis dar entrevista.

Conforme o acerto feito pelo executivo ao sair da Odebrecht, os pagamentos referentes às suas ações só seriam feitos se houvesse recursos num fundo de liquidez criado pelos controladores do grupo para dar segurança a acionistas minoritários como ele.

Grubisich pediu à Odebrecht informações detalhadas sobre a situação financeira da holding, aportes feitos pelos controladores nesse fundo desde 2012 e despesas realizadas com o dinheiro, para saber se cumpriram as obrigações com os acionistas.

Os advogados do executivo dizem na ação que tomarão providências contra os controladores da holding se os aportes não tiverem sido feitos, ou se os recursos do fundo tiverem sido desviados para fins não previstos pelo acordo de acionistas da empresa.

Grubisich decidiu ir à Justiça num momento delicado para a Odebrecht, em que o endividamento crescente das empresas do grupo tem alimentado pressões de bancos insatisfeitos com suas garantias.

A holding estuda a possibilidade de pedir recuperação judicial, em busca de proteção para negociar com os credores. “Por conta do bom relacionamento do autor com o grupo Odebrecht, ele manteve a paciência necessária, aguardando que a ré fosse cumprir, de boa-fé, sua obrigação”, diz a petição do executivo, assinada pelos advogados Walfrido Warde e José Luiz Bayeux Neto, ao justificar a decisão de recorrer à Justiça agora.

Grubisich trabalhou para a Odebrecht numa fase de acelerada expansão e saiu dois anos antes da deflagração da Operação Lava Jato, que expôs o grupo como centro de um gigantesco esquema de corrupção e o empurrou para a grave crise financeira atual.

O executivo liderou a consolidação dos ativos da Odebrecht no setor petroquímico e várias aquisições feitas após a formação da Braskem, e esteve à frente da produção de etanol nos anos em que o negócio ainda parecia promissor para a Odebrecht. A Atvos pediu recuperação judicial na semana passada.

Grubisich se desligou do grupo para presidir a Eldorado, indústria de celulose da família Batista, controladora da JBS, maior processadora de carnes do mundo. Ele deixou a Eldorado em 2017, quando os Batistas decidiram vendê-la à Paper Excellence.

O executivo tinha 1,96% das ações da Eldorado, vendeu sua parte ao grupo estrangeiro e embolsou cerca de R$ 150 milhões. Hoje, aos 62, ele investe em fazendas de gado e tenta atrair investidores para um fundo com foco em biotecnologia e no agronegócio.

Executivos da Odebrecht que se tornaram delatores quando a empresa resolveu colaborar com a Lava Jato sugeriram em depoimentos que Grubisich sabia da prática de corrupção no grupo, mas ele não foi alvo de nenhuma ação na Justiça por causa disso.

Chamado pela empresa a cooperar com as investigações em 2016, o executivo disse que não cometera nenhum crime e por isso não participaria do acordo com a Lava Jato, que envolveu 78 executivos, incluindo Emílio e seu filho, Marcelo Odebrecht.

No ano passado, o Ministério Público Federal acusou Grubisich de ter participado da negociação de propinas que o empresário Joesley Batista diz ter pago a políticos e ex-funcionários da Caixa Econômica Federal em troca de financiamentos obtidos pela Eldorado. Na época, o executivo negou as acusações.

Com empate de dois a dois, STF retoma julgamento das privatizações amanhã

Plenário do STF

BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quarta-feira o julgamento dos processos sobre regras das privatizações de estatais. Até agora, o placar está empatado, com dois votos a dois. A discussão será retomada na quinta-feira, com o voto dos outros sete ministros. A tendência é que a Corte declare a necessidade de licitação e lei específica apenas para a venda do controle acionário de estatais. A venda de ações que não implique na perda do controle poderia ser feita sem essas condições, bem como a venda de empresas subsidiárias e controladas.

O resultado do julgamento vai determinar o andamento das privatizações pretendidas pelo governo de Jair Bolsonaro. Está em jogo uma liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski que condiciona a privatização de estatais ao aval do Congresso Nacional e a um processo de licitação. Se a liminar for mesmo derrubada, o processo de privatização será mais simplificado. Na sessão desta quarta-feira, Lewandowski votou pela manutenção da liminar concedida no ano passado.

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Bolsonaro sanciona lei que criminaliza a calúnia com finalidade eleitoral

Foto : Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro sancionou uma lei que altera o Código Eleitoral e tipifica o crime de denunciação caluniosa com finalidade eleitoral. O novo texto foi publicado no Diário Oficial da União de hoje (5).

A lei prevê pena de prisão de dois a oito anos, além de multa, para quem acusar falsamente um candidato a cargo político com o objetivo de afetar a sua candidatura. A pena aumenta caso o caluniador aja no anonimato ou com nome falso. A legislação eleitoral atual prevê detenção de até seis meses ou pagamento de multa para quem injuriar alguém na propaganda eleitoral.

Bolsonaro vetou um trecho que previa as mesmas penas para quem “divulga ou propala” o ato ou fato falsamente atribuído ao caluniado. No entendimento do presidente, o dispositivo é inconstitucional e contrário ao interesse público.

De autoria do deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), o projeto foi aprovado no Senado em abril deste ano.

Acusado de humilhar funcionários da Globo, Renato Aragão SE revolta e faz ameaça: ‘Quem falou vai pagar caro’

Na semana passada, um homem que se dizia ex-funcionário da Globo usou as redes sociais para acusar o humorista Renato Aragão. Segundo ele, o artista destratava os funcionários da emissora e ainda exigia ser chamado de “Seu Renato”, pois não gostava de ser chamado de “Didi”, personagem do comediante.

Na noite dessa terça (04), Renato se manifestou em sua conta no Instagram para desmentir as acusações. Indignado, o ator disse que foi vítima de fake news e que pretende levar o caso adiante na Justiça contra o homem que espalhou os boatos.

“Estou muito chateado e triste com esses comentários maldosos a meu respeito. Eu vim aqui para dar alegria e receber alegria de vocês, dar meu carinho e receber carinho de vocês. Ver essas pessoas com fake news, mentiras, não acreditem nisso, eu vou pegar eles e eles vão pagar. Quem falou: mentira! É difamação, calúnia, vai pagar muito caro, já estou avisando, já estou preparado para isso. Por isso quero que vocês me apoiem, obrigada”, disse Renato Aragão.

Pompeo expressa dúvidas sobre unidade da oposição venezuelana

AFP/Arquivos / Fabrice COFFRINI O secretário de Estado, Mike Pompeo, teria expressado dúvidas sobre a unidade dentro da oposição venezuelana

O chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, advertiu que as divisões internas da oposição venezuelana estão minando os esforços conjuntos para remover o presidente Nicolás Maduro, informou nesta quarta-feira o jornal The Washington Post.

“Nosso problema, que é manter a oposição unida, tem demonstrado ser extremamente difícil”, disse Pompeo segundo o jornal, que garante ter uma gravação desse comentário.

The Washington Post afirmou que o secretário de Estado fez essas declarações em uma reunião na semana passada em Nova York, apesar do apoio oficial dos Estados Unidos ao líder opositor e autoproclamado presidente interino Juan Guaidó.

Estados Unidos é um dos mais de 50 países que reconhecem Guaidó no cargo desde que ele se autoproclamou presidente interino, em 23 de janeiro. Quatro meses depois, sua disputa com Maduro pelo poder está paralisada num país devastado economicamente, onde a escassez de alimentos, remédios e outros bens básicos forçaram a migração milhões de venezuelanos.

Maduro tem suportado uma intensa campanha de sanções dos Estados Unidos, enquanto tem o apoio da Rússia, China e Cuba, além do comando das forças armadas do país.

“No momento em que Maduro se for, todos vão levantar a mão e (dizer) ‘Escolham a mim, eu sou o próximo presidente da Venezuela’. Haveria mais de 40 pessoas que acreditam que são os herdeiros legítimos de Maduro”, advertiu Pompeo, de acordo com o jornal.

O Secretário de Estado teria culpado as divisões entre os opositores pelo fracasso da tentativa de Guaidó de iniciar um golpe militar contra Maduro no dia 30 de abril passado.

Apesar das divisões na oposição venezuelana não serem um segredo, os Estados Unidos com frequência afirmam que o surgimento de Guaidó, um engenheiro de 35 anos, foi o motivo que acabou com a unidade entre os opositores.

16°GBM leva palestra sobre cuidados com fogos para crianças

Eles brilham, fazem barulho e chamam a atenção principalmente da criançada, mas o cuidado ao soltar fogos de artifício é essencial para evitar incidentes. O manuseio adequado, além do respeito ao limite de idade foram algumas dicas do 16° Grupamento de Bombeiros Militar (16°GBM) de Santo Antônio de Jesus, para alunos de uma escola do município.

A palestra foi realizada nesta terça-feira (5) na Escola Padre Mateus, com a participação de 38 crianças de 6 a 10 anos de idade. “Estamos numa região muito conhecida pelo uso dos fogos de artifício, por isso o nosso cuidado deve ser redobrado. É importante salientar ainda, que os fogos devem ser adquiridos apenas em estabelecimentos certificados”, explicou o subtenente Isaías Maria, que realizou a palestra.

Acidentes domésticos – Durante a palestra, as crianças também aprenderam sobre primeiros socorros e como evitar os acidentes domésticos, para que elas saibam como agir em caso de incidentes e se tornem multiplicadoras do conhecimento adquirido sobre os cuidados necessários para que eles sejam evitados.

O objetivo é orientar acerca dos cuidados para evitar afogamento, além da capacitação para serem semeadoras da prevenção.

Recuperadas doze toneladas de queijo roubadas

Doze toneladas de queijo reino avaliadas em cerca de R$ 250 mil foram recuperadas, nesta terça-feira (4), em Santo Estevão e municípios da região, durante operação realizada pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas em Rodovias (Decarga) de Feira de Santana, com o apoio da Polícia Civil de Minas Gerais. O material havia sido roubado no mês passado no estado vizinho e foi distribuído em pequenos comércios baianos.

Paulo de Oliveira Santos foi capturado em flagrante por receptação. Outras 20 pessoas também foram conduzidas para a delegacia, ouvidas e liberadas após registro de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e responderão por receptação culposa. De acordo com o titular da Decarga, delegado Gustavo Coutinho, o grupo foi imprudente e adquiriu o material sem nota fiscal com Paulo.

Flamarion Trindade, receptador responsável por pegar a carga com a quadrilha que praticou o roubo, segue foragido. Ele repassou os materiais para Paulo, que em seguida vendia para pequenos comerciantes da região.

O queijo foi recuperado em diversos estabelecimentos comerciais situados nos municípios de Cabaceiras do Paraguaçu, Muritiba, Cachoeira e Santo Estêvão. Todo o carregamento recuperado foi levado para a Decarga e será devolvido ao proprietário.

A parceria e a troca de informação com nossos colegas de Minas Gerais foram essenciais para chegar aos criminosos e recuperar o material”, finalizou o delegado.





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