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Reverenciando a obra de Jorge Amado

“Até hoje permanece certa confusão em torno da morte de Quincas Berro D’água […] A família, apoiada pelos vizinhos e conhecidos, mantém-se intransigente na versão da tranquila morte matinal, sem testemunhas, sem aparato, sem frase, acontecida quase vinte horas antes daquela outra propalada e comentada morte na agonia da noite, quando a Lua se desfez sobre o mar e aconteceram mistérios na orla do cais da Bahia.”

Assim começa “A morte e a morte de Quincas Berro D’água”, novela de Jorge Amado, de grande sucesso nacional e internacional, lida pelos alunos do 8º ano do Santa Maria. O texto trata da misteriosa morte de Joaquim Soares da Cunha, homem cuja vida mudou drasticamente depois da entrada na meia-idade, quando decidiu deixar sua vida comum, pacata e que serviria como modelo para qualquer pai de família, para se tornar Quincas Berro D’água, também conhecido como “o rei dos vagabundos da Bahia”, uma vergonha para qualquer família.

A obra é um exemplo fiel do estilo que consagrou o autor: forte presença de ironias e críticas sociais, protagonismo das pessoas simples e muitas vezes à margem da sociedade, presença de regionalismo na linguagem (ao mesmo tempo, fazendo uso de linguagem mais refinada) e tendo como cenário o Pelourinho e seus entornos.

Por se tratar de uma obra literária que engrandece nossa literatura e estimula a imaginação, propusemos um trabalho interdisciplinar, envolvendo os componentes de Língua Portuguesa e Artes, que mais tarde se tornaria nossa exposição.

Tudo começou com a leitura do livro e o trabalho com a vida e obra de Jorge Amado nas aulas de Língua Portuguesa. Concomitantemente, nas aulas de Artes, os alunos foram convidados a produzir, em grupos ou duplas, imagens que sintetizassem o início, meio e fim do livro, usando técnicas de composição já aprendidas como figura e fundo, perspectiva, luz e sombra, proporção, noções de diagramação, entre outras.

Com as imagens já concluídas, os grupos produziram uma contação da história para a sala usando como base as ilustrações feitas e, mesmo contando a mesma história. As imagens induziram aos mais diversos olhares para o mesmo conteúdo.

Por fim, chegamos à exposição: cada sala do 8º ano ficou responsável por produzir uma parte da exposição: montamos varais com as fitas do Nosso Senhor do Bonfim; produzimos uma gravação coletiva da história (introduzindo sotaque às personagens e recebendo apoio do núcleo de informática do Colégio); criamos painéis com as principais obras de Jorge Amado e suas adaptações para o cinema e a TV; resgatamos alguns dos principais símbolos de Salvador e trouxemos pequenas réplicas para que nosso visitante se sentisse mais perto da obra e fizemos um jogo de perguntas e respostas sobre o autor e obra, buscando a interação entre os alunos monitores (do 8º ano) e os alunos visitantes.

Certamente, uma experiência de grande sucesso, que deu protagonismo aos alunos e homenageou um dos grandes nomes da Literatura Brasileira.

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