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Defesa de Najila cobra isonomia e cita apoio de filho de Bolsonaro a Neymar

Em novo round de seu embate com o Ministério Público de São Paulo, a defesa de Najila Trindade levanta suspeita de diferença nos tratamentos dados para a modelo e Neymar. Em sua tese, cita até o bom relacionamento de Neymar com Jair Bolsonaro e uma manifestação pública de apoio de um dos filhos do presidente ao jogador, acusado de estupro. A acusação contra o astro do PSG foi arquivada.

No último dia 22, a promotora Mariana de Melo Saraiva Marangoni protocolou recurso para tentar modificar decisão que rejeitou denúncias contra Najila por suposta denunciação caluniosa, ao acusar Neymar de estupro, e por alegada tentativa de extorquir o pai do jogador.

Em seis de novembro, Cosme Araújo Santos, advogado da modelo, apresentou suas contrarrazões (documento no qual rebateu a argumentação da promotora). Um dia depois, a juíza Isaura Cristina Barreira manteve sua decisão e remeteu os autos para o Tribunal de Justiça de São Paulo julgar o recurso.

Na peça em que se manifestou, o defensor de Najila citou que o MP afirma que a rejeição das denúncias contra Najila tirou do jogador o direito de ser ouvido sobre a suposta extorsão e a “imputação de um crime falso”. Ainda de acordo com o MP, a acusação feita por Najila teve “amplas consequências que culminaram na exposição do fato a nível mundial”.

O advogado da modelo argumenta que, ao pedir o arquivamento do inquérito relativo ao suposto estupro, o Ministério Público  não teve a “mesma visão e entendimento isonômico”. Isso porque naquele caso a promotoria não considerou que estava sendo tirado de Najila o direito de ser ouvida num eventual processo sobre a acusação feita ao atleta.

Aqui a família Bolsonaro entra na história. “Será que é porque naquele inquérito o acusado é milionário e famoso ‘a nível mundial’? Será que tal posição do recorrente (MP) é porque o acusado Neymar, após os fatos em Paris, teve o privilégio de posar com o presidente da República, com o comentário na mídia de um dos filhos deste que disse que queria a condenação da recorrida (Najila)? Queremos crer que não, considerando que, no entender da recorrida, o Ministério Público ainda é uma das instituições mais respeitadas do país”.

Bolsonaro e Neymar se encontraram no Mineirão, na partida entre Brasil e Argentina pelas semifinais da última Copa América. Fora da competição por conta de lesão, o jogador já se defendia da acusação de estupro, que sempre negou. O momento foi registrado pelo presidente com foto em rede social. Por sua vez, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) defendeu o atleta publicamente e pediu a condenação da modelo.

Seguindo a narrativa de que o caso se trata do duelo entre os lados forte e fraco, Santos descreveu Najila na figura de uma “jovem, como tantas outras que são levadas para outros países, tratadas como objetos sexuais e, que até agora, a lei do minuto seguinte tem se tornado para a mesma uma eternidade de sofrimento, que vai de depressão a pensar na prática de suicídio”.

Neymar imaturo?

Em outro trecho das contrarrazões, o defensor da modelo coloca mais suspeitas sobre o Ministério Público e aproveita para atacar o jogador. “Presume-se que o objetivo (do MP) pode ser blindar um jovem ainda despreparado para a vida. Em que pese ser indiscutivelmente um grande jogador, existem contra este várias denúncias, que vão de mau pagador, agressor, ameaçador, dentre outras atitudes nefastas e recrimináveis, mas que, infelizmente, não é punido”, detonou Santos. Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa de Neymar disse que não comentaria o assunto.

Para reforçar a tese de que o MP passa do ponto nas acusações contra sua cliente, o defensor tirou da cartola até Mauro Naves, repórter demitido pela Globo após seu nome aparecer no caso. Ele passou o telefone de Neymar pai para o primeiro advogado de Najila, José Egard Bueno.

“Por outro lado, pelo visto, como quer o recorrente, só faltou colocar na sua denúncia que o jornalista Mauro Naves perdeu seu emprego na Rede Globo de Televisão por causa da recorrida”, escreveu o advogado.

Najila contraditória?

Ao rejeitar a denúncia contra Najila, a juíza responsável pelo caso alegou, entre outros motivos, ausência de justa causa. No recurso interposto, a promotora afirma que a decisão “não está baseada em argumentos sólidos e concretos”.

Especificamente sobre a denúncia por denunciação caluniosa, a juíza entendeu que não foi comprovada a inexistência do crime de estupro, lembrando que o inquérito pode ser reaberto caso novas provas sejam apresentadas. No recurso, entre outros argumentos, a promotora diz que “diversos elementos de prova foram colhidos durante a investigação criminal, notadamente, pelos três depoimentos prestados pela denunciada Najila”, “em que se visualiza que ela apresentou três versões diferentes e contraditórias, das quais se denota evidente o seu dolo de imputar um crime que não aconteceu”.

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